Enfrentando múltiplas crises, nosso desafio atual é maior do que o de há dez anos. Precisamos de alternativas abrangentes. As múltiplas lutas não dividem, multiplicam a força popular.
A democracia constrói-se todos os dias e deve assentar numa sociedade forte e organizada, que pressione a redistribuição de poder e recurso, de forma igual entre mulheres e homens e não como a política liberal concebe.
O PSOL deve aceitar cargos no governo Lula? Três táticas diferentes dividem a esquerda socialista. Entre elas, há, também, posições intermediárias. Algumas vezes, os debates táticos são tão sérios e graves que têm desdobramentos estratégicos.
A oferta de alojamento estudantil em Portugal tem aumentado exponencialmente através do mercado privado. Nem por isso o preço do alojamento para estudantes tem descido, antes pelo contrário.
Nestes países [europeus], amplos setores da sociedade iniciaram uma discussão sobre a pertinência das devoluções, o contexto do roubo dos objetos e a violência da colonização europeia no continente africano. Precisamos desesperadamente que esse debate chegue a Portugal.
As últimas semanas foram de enorme instabilidade, incerteza, conflito e perturbação no funcionamento do Serviço Regional de Saúde (SRS) [dos Açores] e principalmente no maior hospital da região, o HDES [Hospital do Divino Espírito Santo].
Na revisão da Constituição, o Bloco de Esquerda avança com uma proposta inovadora no que respeita à extinção do cargo de Representante da República. Cria o “Provedor da Autonomia”, conferindo-lhe dignidade constitucional enquanto Órgão de Governo Próprio da Região.
Este governo de direita [dos Açores] que tantas vezes apregoa que não se deve atirar dinheiro para os problemas, é o primeiro que para se manter no poder avança com um programa de promoção à natalidade que pretende dar 1500€, para gastar em farmácias, a apenas 30% da população açoriana.
O capitalismo de plataforma é o capitalismo numa das suas mais rudes metamorfoses. Ninguém representa estes trabalhadores: não têm cooperativas, CT’s ou sindicatos. Contudo, os mais politizados têm organizado pequenas manifestações contra as suas degradantes condições de trabalho.
A ideia de que uma pessoa de 16 anos deve ser tratada como cidadã pelo fisco, pelo patrão e pelas forças armadas, mas que não o seja aos olhos da democracia é, essa sim, de um insuportável paternalismo.
O fantasma da inflação salarial tem sido agitado ad nauseam pelos governadores dos bancos centrais. Pouco se importam com o facto de os salários e pensões serem ajustados em menos de metade da inflação.