Opinião

José Soeiro

Durante décadas, Portugal tratou o problema da droga como uma questão de polícia e de prisão. Os resultados foram um fiasco. Que Moreira queira fazer uma campanha política pela recriminalização do consumo percebe-se. Que o PS o tenha acompanhado nesse voto é chocante.

João Fraga de Oliveira

Sobretudo em momentos da Escola Pública como o actual, talvez muita gente (se) pergunte o que é e o que prossegue uma associação de pais e encarregados de educação.

Valério Arcary

Quem reduz a análise aos efeitos faz teleologia, uma forma de pensamento mágico que anula o grau de incerteza que existe sempre presente em toda luta social e política séria.

Joana Mortágua

As costas dos professores são largas, mas não chegam para carregar as culpas do fracasso do Governo.

Miguel Guedes

O Brasil poderá fazer algo que os EUA não conseguiram. O ataque às três instâncias de poder no Brasil só acontece porque a inspiração pelo exemplo maior ganhou asas e faz caminho.

Gisela Almeida

No mesmo dia em que a Secretária de Estado Carla Alves se demite, recebemos a notícia local de que Nuno Moita, Presidente da Câmara Municipal de Condeixa-a-Nova, foi condenado a quatro anos de cadeia (pena suspensa) por participação económica em negócio, não ficando impedido de continuar a exercer aquele cargo.

O organismo do Estado transformou-se numa passadeira para a degradação da floresta em Portugal. No caso da Mata Nacional dos Medos será também um garante de negócios, por acção e por omissão.

Maria Luísa Cabral

Em pleno período de greve, a manifestação dos professores em defesa da escola pública foi grandiosa. Há quem diga que nada justifica a greve, será?

Manuel Afonso

A mais-valia, diz-nos o autor do Capital, é aquela parcela de trabalho não paga pelos patrões. E acrescentava que, para esticar essa parcela, os donos do capital podem tentar aumentar a mais-valia absoluta (baixando salários) ou a relativa (aumentando as horas de trabalho sem pagar mais por isso).

Leonor Rosas

António Gramsci escreveu um texto no jornal “Avanti!” intitulado “Eu odeio o dia de Ano Novo”. Nele, explica que detesta a transformação da passagem do tempo e do espírito humano num produto comerciável que impõe quebras e continuidades.

Roberto Almada

Há muito trabalho a fazer, daqui até outubro, para que as alternativas sociais e de esquerda, sejam reforçadas, com o intuito de combater, também, o perigo das extremas-direitas, que têm que ser impedidas de chegar ao poder e aplicar os seus programas de ódio e populismo.

Nuno Pinheiro

Belicista, colonialista, decadentista, virado para o passado, o Hino tem um concentrado daquilo que Portugal já não é, ou já devia não ser. Podia (devia) ter sido mudado em 1974, quando Portugal se libertou (e libertou) das colónias.