Mafalda Escada

Mafalda Escada

Ativista anti-propinas, bolseira de investigação e dirigente do Bloco de Esquerda.

A mobilização em defesa do alojamento local não é uma manifestação de quem vive do trabalho no setor turístico ou no AL, mas sim daqueles cujo privilégio foi alimentado e insuflado pela forma específica de turismo que esquartejou as nossas cidades e nos negou o direito a ter onde viver.

A criminalização do consumo de drogas como proposta por Rui Moreira e apoiada, contra todo o bom senso, pelo PS no Porto – a criminalização do consumo na via pública – teria como resultado apenas a criminalização das pessoas a quem Rui Moreira falhou pela sua negligência.

Não somos apenas “a geração mais qualificada de sempre” que importa reter pelo seu valor económico, somos pessoas com direito ao trabalho digno e seguro, à habitação, a viver uma vida que nos satisfaça, independentemente das nossas qualificações.

A transferência de competências do Estado central para as autarquias não é tema novo e a ação social passará a caber aos municípios a partir de janeiro de 2023. Esta transferência enquadra-se num processo mais amplo de erosão dos princípios da segurança social.

O combate à pobreza nos moldes da “caridade” é incapaz de garantir o chão firme em que alguém se pode suster. As primeiras testemunhas desta incapacidade são para além dos próprios sujeitos destas políticas, aquelas (na sua maioria mulheres) que se dedicam no terreno a evitar a asfixia de muitos.

São cada vez mais as pessoas e as organizações que neste dia se colocam do lado dos direitos LGBTI. No entanto, não faltam exemplos de discriminação contra pessoas LGBTI, das formas mais explícitas, às mais implícitas.

Neste 8 de março, a onda de legislação anti-LGBT+ nos EUA atingiu um novo apogeu com a aprovação de uma proposta pelos “direitos parentais na educação”, conhecida como Don’t Say Gay, no senado da Flórida.

O PS não serve Odemira. Serve os latifundiários do séc.XXI, serve as redes que lucram com a “exportação e importação” dos trabalhadores agrícolas. O debate sobre Odemira é um debate ilustrativo dos grandes desafios dos nossos tempos e o PS escolheu o seu lado.

Portugal albergará, junto com a Letónia, a Capital Europeia da Cultura 2027. A capital portuguesa será escolhida no primeiro trimestre de 2022. Ironicamente, ano para o qual o OE apresentado pelo PS reserva apenas 0,4% para a cultura.

Só haverá igualdade de género na política local quando vivermos em concelhos que permitam às mulheres a igual oportunidade de participação política, com creches públicas, com um sistema de transportes seguro, com mecanismos de fiscalização capazes de quebrar com o clientelismo municipal.