Beatriz Realinho

Beatriz Realinho

Licenciada em Ciência Política e Relações Internacionais. Ativista política e das causas LGBTQIAP+, ambientais e feministas. Autora do podcast “2 Feministas 1 Patriarcado”

Cecília Honório e Rita Calvário, autoras do livro e do documentário “Mulheres, Terra, Revolução”, falaram ao Esquerda.net sobre como nasceu e se desenvolveu este projeto de investigação para dar voz a muitas mulheres que participaram na Reforma Agrária.

A solução encontrada pelo Governo é tardia e minimalista. A interrupção prolongada da Linha da Beira Baixa tem consequências diretas na vida quotidiana das populações, na economia local e na própria coesão do país.

A Palestina mostra-nos que a esperança é uma necessidade. Uma superpotência capaz de romper fronteiras, de unir povos e de construir um novo mundo. Cabe-nos transformar essa esperança em ação política, em solidariedade, em luta por justiça. Que a transformemos em futuro.

Vivemos um tempo de fascização e da política do ódio, onde os nossos corpos são campos de batalha, tempos em que o conservadorismo urge em fazer-se sentir. Porque os dias que virão estão em disputa, sabemos que a luta pela autodeterminação reprodutiva, pelo direito ao próprio corpo continua viva, necessária e urgente.

O serviço doméstico não se encontra enquadrado pelo Código do Trabalho, mas sim por uma lei própria de 1992, onde se permitia salário abaixo do salário mínimo, menos dias de férias, ausência de feriados ou folgas, limites de horários maiores, desproteção no despedimento.

Somos herdeiras do caráter político e contestatório da Revolta de Stonewall, momento que simbolizou a resposta coletiva à repressão. Onde as nossas vivências individuais deram lugar ao reconhecimento de uma experiência coletiva de opressão, mas também de luta e de resistência.

A organização de extrema-direita Habeas Corpus ameaça de intimidação a Marcha do Orgulho de Castelo Branco. Não se pode deixar que grupos com uma agenda de ódio ameacem estes espaços. Nesse dia, estamos mobilizadas e saímos à rua na luta contra o conservadorismo.

Nos últimos meses temos visto imagens divulgadas por Israel de militares com a bandeira arco-íris com mensagens a dizer “em nome do amor”, com o único propósito de ocultar a limpeza étnica do povo palestino.

O Estado Espanhol, a Irlanda e a Noruega já reconheceram o Estado da Palestina e estudantes por todo o mundo acampam pelo cessar-fogo. Ao Governo português perguntamos: está à espera do quê?

Em Portugal, após o 25 de Abril consagraram-se pilares públicos da democracia e do Estado Social. Porém, o Direito ao Cuidado ficou de fora da equação, estendendo-se para o trabalho doméstico dentro das famílias, não sendo regulado nem pelo Estado nem pelo mercado.