Médicos

Bruno Maia responde aos “princípios gerais vagos” que o PS apresenta no programa sobre condições de trabalho dos profissionais de saúde. Classifica de “inútil” a proposta de obrigar especialistas a ficar algum tempo no SNS por já ser aplicada em alguns casos e “esses médicos preferem pagar as indemnizações ao Estado para sair”.

Aos médicos de família contratados no concurso de dezembro estão a ser propostos Contratos Individuais de Trabalho em vez de Contrato de Trabalho em Funções Públicas, denuncia a frente sindical.

No centro de saúde de Sete Rios, a líder bloquista defendeu que os cuidados de saúde primários e a saúde pública devem ser “a grande prioridade”.  E frisou que os resultados mostram que foi um erro entregar a vacinação à farmácias, pois os níveis da vacinação são agora inferiores aos que existiam antes da pandemia.

A presidente da FNAM diz que grande parte dos 400 médicos de Saúde Pública manifestaram recusa ao novo regime que os faz perder até 600 euros mensais e os põe a trabalhar mais horas.

O prazo para os médicos recusarem entrar no regime de dedicação plena criado pelo Governo termina a 7 de janeiro. FNAM disponibiliza minutas de oposição.

Perto de 400 subscritores, entre os quais Joana Bordalo e Sá, Isabel do Carmo ou Francisco George, advertem para as consequências da degradação do SNS e exortam a Assembleia da República a “preservar os atuais padrões da formação médica e a salvaguarda da independência da Ordem dos Médicos”.

O sindicato dos médicos denuncia insuficiências sérias nos serviços de urgência durante o período do Natal e diz que espera pior para a passagem de ano. Por isso, está a disponibilizar aos médico um documento de escusa de responsabilidade “sempre que estejam perante condições inadequadas ao exercício das suas funções”.

Numa interpelação ao Governo esta quinta-feira, Mariana Mortágua acusou o Governo de aprovar um regime que propõe aos médicos "o equivalente a mais 2 meses de trabalho por ano" numa altura em que estes abandonam o SNS por estarem exaustos.

Para a Federação Nacional dos Médicos, o anúncio da abertura de 991 vagas "não vai fixar médicos no SNS" se não foram melhoradas as condições de trabalho e os salários. Bastonário teme que muitas vagas fiquem por preencher.

 

Joana Bordalo e Sá considera que o Governo não mostrou “flexibilidade” face às reivindicações dos médicos e apresentou “um mau acordo” para os médicos e o SNS.

A especialidade de Medicina Interna e a região de Lisboa e Vale do Tejo são as mais afetadas. Os sindicatos explicam que os médicos em especialização estão a rejeitar as más condições de trabalho que o SNS lhes está a oferecer.

Entre os dias 19 e 25 deste mês, diversas especialidades de 36 dos 80 das urgências do país terão o seu acesso condicionado. Direção Executiva do Serviço Nacional de Saúde aponta “escassez de recursos humanos” como uma das causas do “período crítico” que o SNS atravessa.

Após reunir com a administração do hospital de Setúbal, Mariana Mortágua lembrou que o Bloco apresentou medidas para que os hospitais tenham autonomia de contratação, haja um aumento da remuneração de todos os médicos em 15% e um regime de exclusividade que permite aos hospitais atraírem profissionais.

Depois de Manuel Pizarro ter cancelado a ronda negocial prevista para esta semana, a FNAM diz que a decisão do Presidente deixa o Governo "em plenitude de funções" e as negociações devem ser retomadas de imediato.

Um grupo de personalidades decidiu juntar-se para afirmar que a luta de médicos e outros profissionais de saúde “é serviço a Portugal” porque é a luta pelo SNS e que “se os profissionais, com a sua razão, impuserem o que é justo, a democracia ganhará”.

Mariana Mortágua esteve esta manhã no mercado de Benfica onde destacou a importância do processo negocial entre médicos e governo. Aumentos salariais e redução das horas extraordinárias são fundamentais para fixar profissionais e salvar o SNS, defendeu.

O início do mês de novembro é marcado por urgências encerradas ou com fortes constrangimentos no seu funcionamento de Norte a Sul do país. Urgências pediátricas em Lisboa e Vale do Tejo são das mais afetadas. Hospital da Guarda com vários serviços encerrados todo o mês.

O Governo arrasta há dois anos a negociação com os médicos. Conheça as manobras de Manuel Pizarro face às soluções propostas pelos médicos para resolver o impasse do SNS.

Federação Nacional dos Médicos garante que “não aceitará que Manuel Pizarro dê com uma mão para retirar com a outra” e alerta que o Ministério da Saúde “está isolado caso persista na sua intransigência e os resultados serão, garantidamente, trágicos”.

Pedro Filipe Soares diz que é "inaceitável" que os responsáveis máximos políticos e executivos pelos cuidados de saúde em Portugal venham anunciar "um mês de novembro dantesco nos hospitais públicos".