Médicos

Mariana Mortágua marcou presença na manifestação dos médicos para defender que o Governo “ou larga esta obsessão em contrariar os profissionais, ou então estará a destruir o SNS”.

Estrutura sindical explica que greve para todos os médicos na próxima terça e quarta-feira, e a manifestação do dia 17, terça-feira, às 15h, no Ministério da Saúde, em Lisboa, têm como objetivo fazer uma viragem crucial para salvar a carreira médica e o SNS.

A reunião entre Governo e sindicatos confirmou a abertura de Pizarro para recuar, mas por enquanto "apenas temos palavras e slides", diz a presidente da FNAM, que convidou o SIM, a Ordem dos Médicos e os Médicos em Luta para a manifestação de dia 17.

Federação Nacional dos Médicos pretende ver fiscalizada a constitucionalidade do regime de dedicação plena aprovado pelo Governo. E dizem que é a medida que faltava para a "destruição plena do SNS".

A greve à prestação de trabalho suplementar nos centros de saúde convocada pelo SIM vai manter-se até 24 de novembro. Ministério anunciou que vai pedir reuniões com sindicatos para quinta-feira.

Já são cerca de 2.000 médicos a recusar ultrapassar as 150 horas extraordinárias previstas na lei. Face ao caos nas urgências, o ministro quer reabrir negociações. Sindicatos dizem que as promessas de Pizarro não são novas, mas querem vê-las no papel.

FNAM denuncia irregularidades na reorganização de equipas, agora nos serviços de Penafiel e Aveiro. Ordem dos Médicos avança que cerca de 25 hospitais não conseguem assegurar serviços cruciais. Sindicato Independente dos Médicos alerta para recorde de médicos reformados.

FNAM considera que os últimos dois dias foram “uma demonstração da incompetência e da irresponsabilidade do Ministério de Manuel Pizarro e do Governo, que assistem impávidos e sem tomar medidas urgentes para fazer face às consequências do seu plano de contingência”.

Menos de 1% dos médicos de família está neste momento em condições de receber o aumento de 60% que tinha sido anunciado, calcula a Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar.

Federação Nacional dos Médicos denuncia que administração da Unidade Local de Saúde do Alto Minho está a recorrer a empresa de trabalho temporário para suprir falhas que não quer resolver por via da contratação de mais médicos sem termo, o que implica gastar até cerca de três vezes mais por hora.

A Federação Nacional dos Médicos acusa o Governo de ter "esvaziado unilateralmente as negociações" e convocou uma greve nacional para 17 e 18 de outubro, que se soma à anteriormente convocada para 14 e 15 de novembro.

Federação Nacional dos Médicos diz que a estratégia do Governo "não passa pela negociação, mas pela manipulação da opinião pública" quanto à proposta de aumentos salariais que apresentou aos sindicatos.

Diretor regional da Organização Mundial de Saúde para a Europa ouviu a líder da FNAM denunciar que "somos dos médicos mais mal pagos a nível europeu" e sem aumentos salariais há mais de uma década.

Greve nacional a 14 e 15 de novembro, com manifestação no primeiro dia, e uma caravana pelo país entre 5 de setembro e 15 de novembro, figuram entre as respostas da Federação Nacional dos Médicos à “má fé e irresponsabilidade do Ministério da Saúde e do Governo”.

Catarina Metelo Coimbra, médica interna e Presidente da Associação de Internos de Medicina Geral e Familiar da Zona Norte, explicou ao Esquerda.net quais são as condições de trabalho destes profissionais de saúde e as suas reivindicações. Por Mariana Carneiro.

Federação Nacional dos Médicos assinala que, apesar de os médicos internos trabalharem muitas horas extra não remuneradas e de os Serviços de Urgência dependerem em grande medida do seu trabalho, o Ministério da Saúde propõe aumentos salariais “indignos”.

Idas dos utentes às urgências, internamentos,medicamentos e exames prescritos “em excesso” passam a ser contados para o que estes médicos ganham. Os sindicatos afirmam que é “perverso” e injusto.

Profissionais são cerca de um terço dos clínicos do SNS e arcam com uma elevada carga de horas extraordinárias, dado à escassez de recursos. Esta quarta-feira iniciaram uma greve de dois dias por aumentos salariais e valorização profissional. SIM aponta para adesão de entre 83% e 85%.

O Colégio de Psiquiatria da instituição salienta que estas “não têm evidência de eficácia” e “atentam contra a dignidade da pessoa humana e podem ter consequências potencialmente nefastas para as pessoas a quem são infligidas”.

Nova ronda de negociações não produziu resultados, com o ministério da Saúde a apresentar uma proposta “aberrante” que mantém os médicos entre os mais mal pagos da Europa e que “não é capaz de salvar o SNS”. Estruturas sindicais prometem continuar e aprofundar formas de luta.