Médicos

O Colégio de Psiquiatria da instituição salienta que estas “não têm evidência de eficácia” e “atentam contra a dignidade da pessoa humana e podem ter consequências potencialmente nefastas para as pessoas a quem são infligidas”.

Nova ronda de negociações não produziu resultados, com o ministério da Saúde a apresentar uma proposta “aberrante” que mantém os médicos entre os mais mal pagos da Europa e que “não é capaz de salvar o SNS”. Estruturas sindicais prometem continuar e aprofundar formas de luta.

Federação Nacional dos Médicos reivindica acordo global que garanta um aumento salarial para todos os médicos, garantindo não abrir mão do que exige para médicos hospitalares, médicos-internos ou médicos de saúde pública, a troco do que exige para quem está nas USF.

Na missiva, na qual solicitam uma audiência com Marcelo Rebelo de Sousa, os médicos afirmam-se “exaustos e receosos de que o processo atualmente em curso de deterioração do SNS venha a ser irreversível” perante a “incompetência e má-fé do Ministério da Saúde”.

Proposta governamental sobre a grelha salarial e a dedicação plena dos médicos foi enviada aos sindicatos às três da manhã, a pouco mais de 24h da reunião com as estruturas sindicais. FNAM acusa o executivo de desrespeito e SIM considera que aumento de 1,6% “não faz qualquer sentido”.

Mais de duas dezenas de clínicos do Santa Maria alertam que “continuam sem estar definidas condições e aspetos básicos de articulação essenciais” e denunciam que o objetivo no São Francisco Xavier é não serem atingidos 3.500 partos por ano à custa do envio de grávidas para os privados.

Os cerca de 1.110 farmacêuticos do SNS fazem esta segunda-feira um dia de greve nacional de protesto contra a falta de resposta do Governo às suas reivindicações. E os médicos de família iniciaram a greve ao trabalho extraordinário convocada pelo SIM.

 

Os médicos querem “uma tabela salarial digna” e consideram inaceitável o aumento do limite do trabalho extraordinário. Os enfermeiros dos hospitais privados pretendem também melhorias salariais e que a compensação pelo horário de trabalho desfasado se aplique a quem trabalhe por turnos e à noite.

Mariana Mortágua esteve na concentração dos médicos em frente ao Hospital de Santa Maria, que cumprem hoje o primeiro de dois dias de greve, convocada pela FNAM. Bloco pede aumento salarial de 40% para médicos em exclusividade sem aumento das horas extraordinárias.

A greve de 5 e 6 de julho convocada pela FNAM começa com concentrações na manhã de quarta-feira em Lisboa, Porto e Coimbra. A federação sindical divulgou os principais pontos de discórdia em relação à proposta do Governo.

A despesa com o trabalho dos médicos em regime de prestação de serviços ao SNS alcançou os 170 milhões de euros no ano passado, com 5,7 milhões de horas contratadas.

A Procuradoria Geral da República pediu a inconstitucionalidade das normas que permitem ao SNS funcionar na base do excesso de horas extraordinárias dos médicos.

FNAM explica que, perante a ausência de uma proposta do Governo de atualização das grelhas salariais, recorrerá à greve em defesa da valorização do trabalho médico, de cuidados de saúde de qualidade e do SNS. E diz que está nas mãos do ministro evitar esta resposta de último recurso.

A médica de família Sara Ferreira explica que os profissionais sentem que não estão a “prestar os cuidados que as pessoas necessitam por falta de recursos”. Sobre o movimento “Mais SNS”, diz que “surge da urgência em lutar pelo que é certo”. Este sábado há manifestação em Lisboa às 15h, no Largo de Camões.

A FNAM diz que a paciência dos médicos se está a esgotar enquanto o Governo insiste em não apresentar uma proposta negocial para as grelhas salariais da classe.

A FNAM reagiu ao anúncio da abertura de 1.500 vagas para médicos hospitalares, afirmando que "sem valorização das grelhas salariais não será possível atrair os médicos para o SNS".

Federação Nacional dos Médicos não aceita “jornadas diárias de 12 horas, sem limite de horas extraordinárias nem valorização salarial”. Em resposta, frisa “nem uma hora a mais” e anuncia que “os médicos deixarão de fazer horas extra depois das 150 horas anuais obrigatórias”.