No pré-aviso de greve, o Sindicato Independente dos Médicos (SIM) explica que “a presente luta dos médicos internos visa fazer com que o Governo dê uma resposta efetiva ao Caderno Reivindicativo sindical”.
Em causa está também o “urgente encerramento da atividade da Mesa Negocial constituída entre o Governo e o SIM, e que, especifica e prioritariamente, seja apresentada pelos Ministros das finanças e da saúde uma proposta de Grelha Salarial que reponha a Carreira das perdas acumuladas por força da erosão inflacionista da última década e que posicione com honra e justiça toda a Classe Médica, incluindo os médicos internos, na Tabela Remuneratória Única da função pública”.
O SIM pretende ainda que “o período formativo que é o do internato médico, passe a integrar a Carreira Médica como sendo a sua primeira fase, deixando, portanto, de estar acantonado como uma mera fase de pré carreira”.
Em declarações à agência Lusa, a estrutura sindical lembrou que os médicos internos representam um terço dos clínicos do SNS, trabalham 40 horas por semana, auferem salários baixos, o equivalente a cerca de 7,66 euros por hora líquidos, fazem horas extra remuneradas e não remuneradas, são escalados "nalguns casos" como especialistas e pagam do seu bolso a sua formação "não obstante a obrigação legal do Estado/SNS em assegurá-la".
De acordo com Jorge Roque da Cunha, secretário-geral do SIM, a paralisação, que decorre até quinta-feira, e coincide com a greve às horas extraordinárias dos médicos de família, está a ter uma adesão “muito expressiva”, de entre 83% e 85%.