À medida que se prolonga, a guerra dos Estados Unidos contra o Irão parece estar a tornar-se um verdadeiro ponto de viragem internacional, cujo alcance varia consoante as regiões. As suas consequências anunciam-se graves na Ásia. No plano geopolítico, evidentemente, como ilustra a cimeira Xi-Trump em Pequim a 14 e 15 de maio. Mas irá também agravar a crise social em vários países. Contribui ainda para agravar a crise climática e ecológica global. Dá início a múltiplas perturbações cuja dimensão só será possível avaliar com o recuo do tempo.
Um duopólio sino-americano em tensão
Donald Trump tinha adiado a sua visita a Pequim (para grande descontentamento de Xi Jinping) na esperança de, entretanto, resolver a questão do Irão e chegar em posição de força. O que aconteceu foi o contrário. Ele foi implorar aos chineses, aliados dos iranianos, que o ajudassem a sair de uma situação complicada pela qual ele é o único responsável.
Na situação atual, Pequim e Washington partilham objetivos comuns, a começar pela reabertura do estreito de Ormuz, por onde transita um quinto do petróleo e do gás mundiais. A China importa atualmente cerca de 40% do seu petróleo do Médio Oriente e muitas das suas refinarias estão concebidas para processar o que provém do Irão. Além disso, mesmo que apoie o Irão, o regime chinês não quer ver um novo país entrar no clube muito fechado das potências nucleares. É um facto que Teerão parece não ter compreendido. Possuir (ou ameaçar possuir) a arma parece, sem dúvida, uma garantia de segurança e influência, mas as grandes potências só toleraram o surgimento de novos candidatos quando os seus próprios interesses estavam em jogo (por exemplo, a Coreia do Norte do ponto de vista de Pequim, um Estado-tampão entre a Coreia do Sul e as bases norte-americanas e a sua fronteira).
Xi Jinping sabe, no entanto, que Trump está sob pressão por razões de política interna (as eleições intercalares realizam-se em novembro) e colocou-o numa posição difícil: ele tem de ceder muito no que diz respeito ao apoio a Taiwan. Por enquanto, não parece ter assumido qualquer compromisso de intervir em relação ao Irão (presumindo que possa efetivamente influenciar a política de Teerão) .
Incerteza perigosa para Taiwan
Xi explicou a sua advertência a 14 de maio, no dia seguinte à chegada de Trump, afirmando, numa conferência de imprensa, que a questão de Taiwan era “a mais importante nas relações sino-americanas”. Se bem tratada, “as relações entre os dois países poderão permanecer globalmente estáveis”. Caso contrário, “os dois países irão confrontar-se, podendo mesmo entrar em conflito”. Donald Trump parece ter sido apanhado de surpresa, já que este assunto não é habitualmente abordado em público, e evitou as perguntas dos jornalistas.
Concretamente, Xi exige que os Estados Unidos substituam a sua posição oficial, “os Estados Unidos não apoiam a independência de Taiwan”, por “opor-se à independência de Taiwan” e que deixem de fornecer armas ao Estado insular.
Depois de ter anunciado um acordo relativo ao fornecimento de 11 mil milhões de dólares em armas americanas até ao final de 2025, a administração estadunidense está de facto a considerar um novo programa no valor de cerca de 14 mil milhões de dólares, um montante recorde desde que os Estados Unidos se comprometeram, em 1979, no âmbito da Taiwan Relations Act (lei sobre as relações com Taiwan), a fornecer a Taiwan equipamento militar em quantidade suficiente para se defender. Esta lei tinha sido aprovada pelo Congresso dos EUA na sequência do estabelecimento, nesse mesmo ano, de relações diplomáticas entre Washington e Pequim e da consequente rutura das relações diplomáticas dos Estados Unidos com Taipé. Desde então, os Estados Unidos têm sido praticamente o único país a prestar ajuda militar a Taiwan. Para responder às exigências chinesas, o Congresso dos EUA teria, portanto, de revogar este tratado.
O PCC preferiria hoje impor um bloqueio económico severo à ilha, em vez de tentar uma invasão militar bastante arriscada. A invasão de Taiwan não seria tarefa fácil. Xi Jinping promete o mundo aos empresários, mafiosos e políticos que lhe serviriam de quinta coluna, para garantir o domínio de Pequim, mas, dada a forma como ele elimina alegremente os seus antigos aliados, estes deviam desconfiar. Ele também aposta no soft power, com muitos programas de entretenimento a serem vistos de ambos os lados do estreito.
Taiwan (a República da China) tem uma história muito particular. Pequim joga com as suas contradições internas. O Kuomintang, partido da contrarrevolução, invadiu a ilha após a sua derrota no continente em 1949, impondo um regime ditatorial até ao Movimento dos Girassóis em 2014, que conduziu progressivamente ao estabelecimento de uma democracia. O KMT mantém, no entanto, uma base social e um peso político, com a ajuda do clientelismo e da corrupção. Os seus dirigentes estão hoje divididos quanto às relações com a China.
No entanto, é difícil perceber por que razão a população taiwanesa, que beneficia de uma democracia (burguesa e imperfeita), optaria livremente por abandoná-la em favor de um regime opaco e superautoritário. Tem direito a uma autodeterminação exercida sem ameaças externas.
Taiwan é, de facto, independente, mas não o proclama oficialmente. Todo o equilíbrio regional assenta nesta ambiguidade estratégica. Xi Jinping volta a pô-la em causa e Donald Trump parece ter em conta a sua pressão. Pouco antes de deixar Pequim, dirigiu, numa declaração à Fox News, uma espécie de advertência a Taiwan contra qualquer declaração de independência que implicasse uma guerra distante. “Quero que [Taiwan] esfrie os ânimos. Quero que a China esfrie os ânimos”. Se a declaração preocupa, é porque a proclamação da independência não estava de forma alguma na ordem do dia.
Ao fazê-lo, Trump obrigou as autoridades taiwanesas a reagir. O ministro dos Negócios Estrangeiros declarou que tomava nota dessas declarações, recordando que as vendas de armas constituíam um compromisso dos EUA para garantir a segurança da ilha, garantido pela Taiwan Relations Act, e representavam uma forma de dissuasão comum na região. O governo taiwanês, liderado pelo Partido Democrático Progressista (PDP), e o presidente Lai Ching-te, declararam a 16 de maio que «Taiwan é uma nação democrática, soberana e independente, que não está subordinada à República Popular da China», reafirmando a posição tradicional: independência de facto, embora não proclamada.
Equilíbrios estratégicos na Ásia Oriental
Donald Trump contribui, assim, hoje para reabrir a questão de Taiwan, uma verdadeira caixa de Pandora: os equilíbrios geoestratégicos e o controlo dos mares na Ásia Oriental estão em causa. Este Estado está situado no meio da primeira cadeia de ilhas do Oceano Pacífico. Tomar posse dele daria a Pequim um ponto de apoio fundamental para controlar esta rota marítima internacional de primeira importância do ponto de vista comercial (é um dos eixos mais movimentados), muito rica em recursos (incluindo no seu subsolo marinho), sobre a qual a China reivindica, em violação do direito internacional, soberania (pelo menos na sua parte sul, que militarizou excessivamente, sem reconhecer as fronteiras marítimas dos outros países ribeirinhos).
Toda a região está, portanto, em causa, desde o Japão e a Coreia do Sul até ao Vietname, passando por Singapura, a Malásia, Brunei, a Indonésia e as Filipinas. A conquista de Taiwan seria um verdadeiro sismo cujas “réplicas”, dada a centralidade geopolítica da Eurásia, poderiam atingir a Ásia Central, o Ártico, a Rússia e a Europa…
O erratismo de Donald Trump e a pouca consideração que demonstra pelos interesses dos seus aliados já estão a ter consequências. Assim, a primeira-ministra japonesa Sanae Takaichi iniciou uma verdadeira viragem estratégica para que o Japão se afirme como uma grande potência militar. Os Estados Unidos tinham imposto ao país uma Constituição pacifista em 1947 (com o artigo 9.º), que a população tinha, em grande medida, aceitado. A contrapartida desta renúncia à guerra era, evidentemente, a garantia da proteção estadunidense em caso de ameaça. Essa contrapartida já não parece tão evidente e permite a Tóquio justificar a aceleração do seu programa militarista, numa altura em que as chamadas Forças de Autodefesa japonesas já se encontram no topo do ranking dos exércitos convencionais (sem o nuclear), esvaziando de facto a Constituição do seu conteúdo.
Em 1976, sob o primeiro-ministro Takeo Miki, a venda de armas tinha sido proibida. Em 2014, o primeiro-ministro Shinzo Abe abriu uma primeira brecha nesta política de embargo. No passado dia 21 de abril, foram anulados todos os princípios anteriormente proclamados da política externa do país. O Japão pode agora exportar armas, incluindo “letais”, para os 17 países com os quais celebrou um acordo de defesa. Um dos maiores contratos de exportação militar desde 1945 foi assinado com a Austrália, relativo a fragatas da classe Mogami produzidas pela Mitsubishi Heavy Industries (estas fragatas têm múltiplas funções e podem operar com uma tripulação reduzida, altamente qualificada) . Da mesma forma, 1.400 soldados participam de pleno direito nos exercícios Balikatan (“ombro a ombro” em tagalo) nas Filipinas, em conjunto com os Estados Unidos e seis outros países (a China intrometeu-se nesta zona, realizando também as suas próprias manobras concorrentes).
O que é que Donald Trump quer realmente? Se deixasse Pequim conquistar Taiwan de uma forma ou de outra, a credibilidade dos Estados Unidos na Ásia desmoronar-se-ia, deixando o campo livre para a China. Ele afirma não querer travar uma guerra a “15.000 quilómetros” de distância. O problema: as maiores bases militares dos EUA no estrangeiro encontram-se precisamente nesta região: na Coreia do Sul e no Japão (sobretudo na ilha de Okinawa). Na primeira fila. Será que ele quer negociar zonas de influência: o sul dos mares da Ásia Oriental para a China, o norte para os Estados Unidos? É difícil acreditar nisso. Talvez esteja simplesmente a tentar ganhar tempo, dada a confusão em que se meteu no Irão. Ele usa e abusa dos seus meios militares e corre o risco de ficar com parte da sua armada fora de serviço, quando a reparação de um porta-aviões, por exemplo, exige muito tempo. Algo que Xi Jinping sabe perfeitamente. O exército chinês, no entanto, não está hoje operacional. O seu estado-maior foi vítima de sucessivas purgas, em todos os setores. A paranóia de Xi está a causar estragos. Ele também precisa de tempo. Para piorar a situação, estamos a lidar com dois psicopatas, um frio e calculista, o outro explosivo, e isso não é tranquilizador.
Especular não leva a grande coisa, sobretudo quando não se está a par dos segredos dos deuses. Vivemos, no entanto, um momento perigoso de incerteza. Perante o militarismo e as rivalidades entre grandes potências, a solidariedade “de povo para povo” continua a ser a nossa bússola política, tanto na região como a nível internacional. Pelo direito à autodeterminação (incluindo para Taiwan), pela desmilitarização (nomeadamente dos espaços marítimos), para que os mares e os oceanos sejam libertados das fronteiras estatais, a fim de voltarem a ser bens comuns da humanidade.
Rumo a um duopólio conflitual sino-estadunidense?
O que se confirma, no entanto, é que caminhamos (temporariamente?) para um duopólio mundial sino-estadunidense (necessariamente muito conflituoso) e não para um confronto militar entre grandes potências a curto prazo. Era essa a hipótese que me parecia, há muito, a mais provável. Hoje, a China reforça a sua posição no seio deste duopólio na Ásia, mas não se deve esquecer a sua impotência quando Trump “cooptou” uma ala do regime venezuelano e quando ameaça Cuba, dois países que tinham ou têm o apoio chinês.
Pequim reforça, sem dúvida, a sua presença militar mundial graças à sua política de aquisição de portos com dupla função, económica e militar. Foram consagrados fundos consideráveis a este fim. Entre 2000 e 2025, a China terá assim adquirido 168 portos em 90 países, em todos os continentes. Por outro lado, nas empresas chinesas estabelecidas no estrangeiro, é o exército que assegura a “segurança” (sem o ostentar). A China está a desenvolver a sua Marinha. O lançamento, em novembro de 2025, do seu terceiro porta-aviões, o Fujian, representa um avanço significativo em termos de modernização, com o seu sistema de catapulta eletromagnética. O seu exército, no entanto, nunca foi testado num conflito militar contemporâneo real (fiabilidade do armamento, capacidade da cadeia de comando, coordenação interarmas, etc.). A sua mobilização diz respeito, em primeiro lugar, à Ásia-Pacífico.
O Indo-Pacífico tornou-se uma região de grande importância estratégica onde se jogam (também) os equilíbrios mundiais. Joe Biden compreendeu isso e um dos seus principais sucessos foi ter preparado, no momento da debacle afegã que herdou de Donald Trump, uma mobilização de meios político-militares, económicos e diplomáticos nessa região. De volta ao poder, Trump apressou-se a desfazer essa viragem asiática. Foi um erro. Deu à China a oportunidade de aprofundar as suas próprias cooperações nesta parte do mundo (em rivalidade com a Índia). O que reforçou a sua posição face a Washington. De um ponto de vista geopolítico, para além dos mares da Ásia Oriental, é aqui que a rivalidade sino-americana será mais acirrada.
De um modo mais geral, a funcionalidade do duopólio sino-americano será posta à prova nos próximos meses, uma vez que Trump e Xi deverão encontrar-se em várias ocasiões, seja em encontros cara a cara (visita de Xi a Washington, no final de setembro, antes das eleições intercalares nos EUA), seja em reuniões: em novembro, a cimeira da Organização de Cooperação Económica Ásia-Pacífico (APEC) em Shenzhen (China); em dezembro, a reunião do G20 em Miami (Estados Unidos). Se Pequim e Washington tiverem áreas de interesse comum, serão elas a ditar as regras, tal como aconteceu no passado. As áreas de confronto, por outro lado, deverão vir à tona.
Apesar dos gritos de vitória de Donald Trump, não parece ter havido nenhum avanço significativo na recente cimeira sobre as normas de implementação da Inteligência Artificial e da alta tecnologia (supercondutores), as terras raras, os défices comerciais... Foi decidida uma trégua na guerra de tarifas até outubro (em benefício da China). A sua prorrogação não foi (ainda) anunciada. No entanto, o principal, se não o único, resultado tangível da cimeira a nível económico poderá ser a manutenção desta frágil trégua comercial anteriormente concluída em Busan, na Coreia do Sul, quando Trump suspendeu os direitos aduaneiros de três dígitos sobre os produtos chineses, enquanto Xi Jinping renunciava a estrangular o abastecimento americano de terras raras essenciais.
Poderá um duopólio sino-americano durar? O tempo o dirá. Os Estados Unidos estão a atravessar uma grave crise de regime e provavelmente o mesmo se passa com a China, a julgar pela amplitude das purgas, pela desilusão da população que já não espera uma melhoria do seu nível de vida, pelo envelhecimento demográfico, pela corrupção, pela crise ambiental, pela crescente dependência das exportações… Além disso, os efeitos bumerangue da crise climático-ecológica fazem-se sentir cada vez mais. Isto multiplica as incertezas.
Uma cimeira sem importância?
Muitos analistas consideram, ao que parece, que esta cimeira foi de pouca importância.
É verdade que não terá o mesmo alcance histórico que o encontro em Pequim, em 1972, entre o presidente norte-americano Richard Nixon e Mao Zedong, ou que a visita de Deng Xiaoping aos Estados Unidos em 1979. No entanto, trata-se da primeira visita de um presidente norte-americano à China desde 2017, ou seja, há quase uma década – e isso foi durante o mandato anterior de Trump!
Xi Jinping visa provavelmente aproveitar o momento “Trump-Irão” para estabelecer um equilíbrio de forças mais favorável à China, com vista ao pós-Trump, como um facto consumado. Um passo na ascensão do imperialismo chinês (exceto no domínio não negligenciável das finanças, já que Xi não se atreve a tornar o yuan uma moeda verdadeiramente internacional) e na sua vontade de afirmar uma hegemonia alternativa à do “Ocidente”.
As classes populares, a inflação e o desastre ecológico
A inflação alimentada pela guerra no Irão atinge as classes populares na Ásia como em outros lugares, com uma particularidade. Em muitos países asiáticos, o dinheiro enviado pelos emigrantes permite que as famílias sobrevivam. Ora, o Médio Oriente é um destino importante dessa imigração, no que diz respeito aos países muçulmanos. Segundo a Organização Internacional do Trabalho, a região acolhe 24 milhões de trabalhadores migrantes. Revela-se o principal destino mundial para a mão de obra estrangeira. A maioria deles provém da Ásia: Bangladesh, Índia, Indonésia, Paquistão, Filipinas (Mindanao), Sri Lanka. Muitos destes trabalhadores ocupam empregos mal remunerados ou precários e têm pouco acesso a serviços como os cuidados de saúde.
Os repatriamentos de emigrantes são frequentes. Assim, nos últimos dois meses, o governo filipino assegurou o regresso de mais de 9.500 dos seus cidadãos que trabalhavam no Médio Oriente. Muitos são aqueles que ficam retidos no local em condições insuportáveis.Por fim, as guerras no Médio Oriente alimentam a crise climática e ecológica, a crise global. Um verdadeiro desastre. Esta “policrise” é o maior desafio que enfrentamos. É ela que faz a diferença em relação a todos os períodos passados. O número de “vítimas climáticas” aumenta exponencialmente na Ásia, em particular.
Na Ásia, a pobreza e a precariedade estão a alastrar-se. Ora, uma vez entrados na pobreza extrema, não se sai dela sem uma ajuda de longa duração que os Estados não fornecem, mas que os movimentos tentam garantir (com a nossa ajuda, por vezes).
A crise climático-ecológica
É o elefante na loja de porcelana de que ninguém (ou quase ninguém) fala. Os debates sucedem-se sobre as consequências económicas do encerramento do estreito de Ormuz, sem dizer uma palavra sobre a crise climática ou os graves danos à biodiversidade.
Infelizmente, a imprensa militante internacional nem sempre escapa a esta síndrome. São publicados artigos que ocultam completamente o assunto. Outros mencionam-no, mas sem tirar conclusões sobre as campanhas a realizar neste domínio. Estranha autocensura.
Se a Europa está a aquecer duas vezes mais rápido do que a média mundial, as consequências sanitárias e sociais são particularmente graves na Ásia, onde as sociedades são muito vulneráveis. Grande parte do Bangladesh irá desaparecer sob as águas, mas também zonas densamente povoadas na Indonésia. Quando a humidade do ar se torna demasiado elevada, mesmo uma temperatura “normal” pode tornar-se mortal, uma vez que o corpo já não consegue arrefecer através da transpiração. A violência dos tufões aumenta. Inundações massivas sucedem-se a secas excecionais…
Pierre Rousset é fundador do International Institute for Research and Education de Amesterdão e da associação Europe Solidaire et Sans Frontières. É especialista na política do sul da Ásia sobre a qual escreveu vários livros. Artigo publicado em Europe Solidaire