China

Tem havido muitos debates sobre a definição do termo “guerra fria”. Mas uma coisa é certa: estamos a viver uma agora.

Gilbert Achcar

Muito antes de Xi chegar ao poder, os desequilíbrios económicos entre investimento, produção e consumo já tinham atingido proporções gigantescas. Mas este aprofundou-os ainda mais e, nalgumas áreas, tem estado simplesmente a dar tiros nos pés, como demonstrou a sua política de Covid zero. Por Au Loong-yu.

Nesta quarta parte da sua análise, Eric Toussaint afirma que a China tem o poder económico para tomar a iniciativa de desenvolver uma verdadeira alternativa ao Banco Mundial, ao FMI e aos principais países imperialistas, mas não o está a fazer. E invoca as propostas de Che Guevara.

O criador da série Dragon Ball, o japonês Akira Toriyama, faleceu a semana passada. O Ministério das Relações Exteriores da China foi um dos que o homenageou. O que se deve a algo que vai muito além da boa vizinhança. A uma inspiração e raízes em comum entre a sua obra e o marxismo chinês. Por Hugo Albuquerque.

A China não é pior que os outros credores, mas no fundamental também não se distingue deles, defende Eric Toussaint na terceira parte desta série de artigos sobre a China enquanto potência credora.

Nesta segunda parte, Eric Toussaint explica que entidades chinesas concedem empréstimos internacionais, para que tipo de projetos, se são mais vantajosos do que outros ou se são um veiculo para estender a sua influência, entre outras questões.

De um lado, há a diabolização da China como o maior credor dos países do Sul. Do outro, a propaganda chinesa de que os seus empréstimos não impõem condicionalismos neoliberais e que faz periodicamente reduções das dívidas. Nesta primeira parte, Eric Toussaint analisa a verdadeira dimensão destes empréstimos.

A Evergrande pediu proteção contra a bancarrota nos EUA. A Country Garden falhou pagamentos de empréstimos. O setor imobiliário da China, que corresponde a um quarto da economia do país, está em crise. A ameaça da deflação e o aumento do desemprego também assombram a segunda maior economia do mundo.

Neste artigo, Ashley Smith faz o ponto da situação da relação entre as grandes potências e equaciona a questão de como construir pela base uma solidariedade internacionalista contra a rivalidade imperialista.