Diogo Machado

Diogo Machado

Mestre em Relações Internacionais e trabalhador do setor financeiro

A afirmação da China como uma potência industrial de ponta ameaça fragilizar uma economia europeia já pouco dinâmica. A questão é o que fará a UE.

A esquerda hoje só poderá reconstruir uma base social e eleitoral maciça através de plataforma que priorize a crise do custo de vida e denuncie estruturalmente o sistema político-económico.

Há com certeza espaço para a esquerda em Portuga. No entanto, é necessário uma esquerda renovada, em conformidade com a reconfiguração da esquerda a nível mundial: uma esquerda que se foque resolutamente nos problemas concretos da vida das pessoas.

O tempo da apatia política acabou. Este artigo explora o termo “hiperpolítica”, como proposto por Anton Jäger para tentar entender como mudou esta relação entre a participação na sociedade.

A violência do novo fascismo não vem de milícias para-legais, mas reveste-se de legalidade e legitimidade política, sendo operacionalizada pelas instituições do Estado.

A administração Trump mostra as garras e regressa ao velho mantra da política externa norte-americana de forçar mudanças de regime pela força.

Num cenário de algum crescimento económico e folga orçamental, o governo opta por entregar dinheiro às grandes empresas em vez de resolver as crises da habitação e dos serviços públicos. O Orçamento vem mostrar um governo de costas voltadas para o povo trabalhador.

Depois do relativo sucesso da ideia de controlo de rendas, este podia ser um próximo passo. Parece-me ser uma batalha facilitada pelo facto de a propriedade estar visivelmente mais concentrada nos setores do retalho e da energia do que no da habitação.

Em 2024, uma pequena onda de esperança veio de França com a vitória nas legislativas da coligação de esquerda – Nouveau Front Populaire (NFP) –, liderada por La France Insoumise (LFI) e juntando Verdes, Comunistas e Socialistas. É do nosso interesse estudar e analisar esta experiência neste momento difícil.

Todos os dados apontam para que tenha existido uma forte descida da taxa de lucro desde o final dos anos 60. A tendência é inegável. O que tentarei mostrar é que a instabilidade vivida neste momento é o resultado da agudização deste processo.