Diogo Machado

Diogo Machado

Mestre em Relações Internacionais e trabalhador do setor financeiro

Sabemos pela História que só a esquerda é a real barreira ao fascismo. Quando ele se torna de novo numa possibilidade, a nossa militância e sagacidade política são mais necessárias do que nunca.

Neste artigo, procuro traçar um breve retrato do trabalho em Portugal, focando-me nalguns dados que ilustram a severidade da condição da classe trabalhadora portuguesa, com vista a sensibilizar para esta luta.

Contra os dogmas liberais, o controlo das rendas funciona, é urgente e necessário, mas terá que ser parte de um programa mais alargado, que a esquerda saberá construir e apresentar. O Bloco já avançou que uma das prioridades desta campanha será o controlo das rendas.

O PS continua o que sempre foi: um partido que, apesar de se dizer de centro-esquerda, não diverge fundamentalmente da direita nem das suas políticas e opções fundamentais.

Vivemos no tempo dos monstros. A raiva e o desespero que alimentam os monstros são a resposta ao presente precário e ao fatalismo do futuro cancelado. O futuro da esquerda dependerá de saber construir uma alternativa radical a tudo isto.

A presidência Milei não constitui nenhum milagre económico. Pelo contrário, tem o potencial para agravar os seus problemas estruturais e causará enorme sofrimento social. Devemos suspeitar de todos aqueles que, como a Iniciativa Liberal, saúdam este programa político de empobrecimento.

Acordos como o que sairá da COP29 com pacotes de financiamento cosméticos e aposta na ‘boa fé’ do capital privado, sem contemplar quaisquer mudanças estruturais no modo de produção vigente, estão condenados ao fracasso.

Há hoje sinais de que o capitalismo neoliberal que tão bem conhecíamos está a sofrer um conjunto de transformações que são pertinentes de sintetizar.