França

Investigação sobre financiamento ilegal nas últimas presidenciais, legislativas e europeias levou a polícia à sede da União Nacional. Na véspera tinha sido anunciada outra investigação pela Procuradoria Europeia por desvio de fundos ao grupo parlamentar da extrema-direita.

Uma investigação descobriu que esta quinta-feira 14 toneladas de peças para metralhadoras com destino a Israel iriam ser carregadas no porto de Fos-sur-Mer. O sindicato dos estivadores anunciou que os trabalhadores não irão carregar o navio.

O caso está a ser investigado como terrorismo. É a primeira vez que um assassinato racista é incluído nesta categoria. Apesar da extrema-direita racista, à qual o criminoso pertencia, ter perpetrado já 12 atentados terroristas desde 2017. O SOS Racisme culpa o “clima envenenado”com a “trivialização da retórica racista”.

A Guiana Francesa foi uma colónia penal de 1854 a 1953. Ao propor uma prisão de alta segurança neste território, Gérald Darmanin está a reativar este imaginário securitário e colonial. Retrospetiva de uma história de confinamento no “inferno verde” da Amazónia.

Pierre Cilluffo Grimaldi

Sindicatos de magistrados e organizações de defesa dos direitos humanos opõem-se a uma medida que outros na Europa já aprovaram. Falam em discriminação, limitação de direitos, problemas acrescidos na reinserção, afastamentos das famílias e advogados e custos excessivos.

A ONG junta-se a uma onda críticas que já contou com manifestações e com uma petição assinada por mais de 200 mil pessoas. “A decisão do governo de dissolver um coletivo de defesa dos direitos dos palestinianos, em pleno genocídio na Faixa de Gaza, seria um ato muito grave” diz a AI.

Na Assembleia Nacional, centro, direita e extrema-direita disputaram quem quer mais energia nuclear. A esse campeonato somou-se outro à direita: a diabolização das energias renováveis.

O governo francês pretende criar uma holding única. Os sindicatos e a esquerda dizem que isso tem cortes orçamentais na mira e que a independência dos órgãos de comunicação social fica em causa. Nesta terça-feira também trabalhadores da agência pública de emprego e do setor médico-social estiveram em luta.

A dirigente da extrema-direita francesa foi na manhã desta segunda-feira considerada culpada, junto com oito eurodeputados e a estrutura do partido, de desviar 4,6 milhões de euros que serviram não só para financiar a União Nacional mas também para enriquecer o seu círculo pessoal.

O News DayFr publica diariamente 6.000 artigos. Não produz por si próprio qualquer conteúdo. Os principais jornais franceses dizem que se ocupa de um roubo massivo do trabalho alheio e avançaram para tribunal.

Os dados estatísticos desmentem o primeiro-ministro francês. Ainda assim este escolheu utilizar um vocabulário habitual da extrema-direita para falar na migração. A extrema-direita respondeu-lhe que é preciso passar das “constatações” aos atos e a esquerda indignou-se. A questão é agora o que fará o PS sobre isso.

Durante quinze anos, a multinacional vendeu água com qualidade igual à da torneira. Esta terça-feira o Mediapart acrescenta pormenores sobre as pressões da multinacional que levaram o estado francês a ser permissivo.

A demonização de Le Pen não impediu a progressão do lepenismo mas funcionou como uma válvula de escape. Permitiu ocultar a extensão e a natureza sistemática do racismo na sociedade francesa, de modo a que não fosse necessário mudar nada de fundamental na estrutura social ou no modo de funcionamento das instituições.

Ugo Palheta

A França Insubmissa diz que assim o PS rompeu com a Nova Frente Popular. Este defende-se com as “concessões” por escrito que negociou com o centro-direita.

Numa declaração política, o primeiro-ministro não foi ao encontro das medidas que tinha negociado com o PS. Neste partido instalou-se a confusão depois da cedência sobre o aumento da idade da reforma. Censura ao governo de François Bayrou é votada na quinta-feira.

Depois de já ter sido anteriormente condenado por corrupção e financiamento ilegal de campanha, Sarkozy volta ao banco dos réus acusado de ter recebido pagamentos para a sua campanha eleitoral e outras contrapartidas em troca de favores económicos, diplomáticos e jurídicos em benefício dos então governantes líbios.

Senegal e Costa do Marfim anunciaram o fim da presença militar francesa no país, juntando-se a vários outros países como o Níger, o Burkina Faso, o Mali, o Gabão e o Chade em que o mesmo tem vindo a suceder.

O novo primeiro-ministro começa em funções já com um caso judicial pendente e com um equilíbrio difícil para se manter no poder. Parecem PS e Verdes limitar-se para já a querer que não use o expediente constitucional que lhe permite escapar a votação parlamentar. Mas a França Insubmissa apresentará moção de censura.

A comunicação social dá como certo que o presidente francês vai cumprir a promessa desta semana de nomear hoje um primeiro-ministro. Este terá tarefa difícil de sobreviver a curto ou médio prazo sem maioria à vista e num cenário de crise. Mas já conseguiu que o PS se afastasse da estratégia de unidade da Nova Frente Popular.

Moção de censura apresentada pela Nova Frente Popular foi aprovada. Primeiro-ministro já se demitiu, Macron sem solução à vista.