A Esquerda deve ter um programa para transformar radicalmente Portugal. O internacionalismo não nega que a luta de classes começa em cada estado nacional. Só a partir de um programa para Portugal podemos ter uma política de choque com a UE que seja entendível pelo povo.
O Governo pretende reduzir o peso do controlo preventivo na gestão da despesa pública. Em nome da eficiência administrativa e da aceleração do investimento, a AD revela uma visão claramente liberalizante da relação entre controlo público e ação governativa.
A democracia portuguesa não tem necessidade de proteger-se de si própria mantendo partes do seu passado em sigilo. Dispõe da solidez para encarar os anos em que foi alvo do extremismo político violento.
A virtude da consciencialização está na forma como denunciamos este celerado Pacote Laboral. A ideia absurda de que se deve ceder parte dos conteúdos porque senão não há negociação vem na cola dessa mistificação da comunidade de interesses. Como é que eu posso negociar contra mim em toda a linha?
A guerra, que os EUA iniciaram ao bombardear o Irão está a provocar uma recessão mundial, uma crise económica de consequências dramáticas para as populações. O governo português preocupa-se mais com as alterações ao Código do Trabalho de modo a desequilibrar as leis laborais a favor da parte mais forte.
Se em Espanha é possível reduzir o IVA dos bens essenciais e travar os preços dos combustíveis, assim como na Polónia, não o é em Portugal porquê? O que está mal no nosso país não é uma inevitabilidade, antes uma escolha política de enriquecimento de alguns em detrimento do empobrecimento da maioria.
Estamos perante uma nova revolução tecnológica com um imenso impacto na economia, nas sociedades e nas nossas vidas. Em relação a isso, temos de facto que nos preocupar! E fazer alguma coisa! Mas para nos protegermos, não para facilitarmos o caminho dos gananciosos sem escrúpulos.
A escola pública não se salva com plataformas digitais nem com referências ao ReCAP. Salva-se com investimento real, com estabilidade de carreira, com salários dignos e com a decisão política de tratar os professores como profissionais qualificados, com formação especializada, sem os quais nenhuma sociedade se pode desenvolver.
O Centro Interpretativo do 25 de Abril combina com o Terreiro do Paço, sim. Respeitemos todos os locais, unidades, homens e mulheres que contribuíram para o golpe de estado, mas não esqueçamos o palco principal, o Terreiro do Paço.
A democracia consolidou-se ao som das bombas e com vítimas, que tinham nomes e histórias que não podem ser apagadas. Hoje, essa mesma democracia é posta em causa pelos sucessivos ataques às nossas vidas, seja através de medidas de austeridade, eliminação de direitos ou a normalização do discurso de ódio.
O facto de uma parte significativa do financiamento da actividade das autarquias estar dependente do IMI promove uma preocupação constante dos autarcas com a criação de novos empreendimentos de construção privada, o que nem sempre ocorre da forma mais sensata.