Nestas últimas semanas, face aos sucessivos ataques ao direito à autodeterminação sobre os nossos corpos - tanto nos Estados Unidos como em Portugal - as palavras escritas naquele cartaz ecoam nas cabeças de todas nós que sabemos que, sim, ainda temos de lutar por isto.
As sanções que foram e continuam a ser impostas à Rússia e o apoio político e militar à Ucrânia contrastam com a inação e a falta de apoio ao povo palestiniano e o apoio ao agressor e invasor, Israel.
Marchamos porque a luta e a liberdade são de todas as cores, porque ser hétero não tem que ser uma norma, e por um interior que se pinte de todas as cores e onde crianças e jovens possam existir na sua forma mais livre e real.
Ao longo da pandemia, por cada 30 horas houve mais um milhão de pessoas a viver em pobreza extrema e surgiu outro multimilionário. A novidade está no vigor deste crescimento.
Há uma continuidade de métodos que vai de Estaline a Putin, mas a natureza diferente dos regimes mantém-se problemática. As revoluções não se costumam fazer de forma pacífica, as contrarrevoluções também não.
Na ilha do Corvo, as pessoas cantaram a Grândola Vila Morena, na rua, com cartazes na mão, demonstrando a sua indignação. Isto tem uma mensagem clara e forte. A ilha mais pequena já deu o sinal!
O Orçamento que acaba de ser aprovado - o tal que, em tempos, alguém quis brandir como “o mais à esquerda de sempre” - não foi capaz de acolher qualquer medida que se assemelhasse vagamente às moderadas recomendações da Oxfam, embora tenham sido propostas.
A evidência científica continua a estabelecer uma relação entre o aumento generalizado de problemas de saúde psicológica e os problemas socioeconómicos. Este resultado denuncia o resultado desastroso de longos anos de desinvestimento na saúde, como um todo, e na saúde mental, em especial.
Enquanto cada vez mais países e governos decidem ou estudam a introdução de um imposto sobre os lucros extraordinários e a fixação de limites às margens de lucros dos combustíveis, socialistas e liberais concordam em que tudo fique na mesma.
O combate à inflação e a luta pelo aumento real dos salários e pensões, vai continuar e densificar-se. Vamos passo a passo, construindo as lutas e criando movimento de massas que seja capaz de dar respostas a governos de maioria absoluta, que não ouvem quem vive do seu trabalho.
Para Saraiva e para o Governo, o equilíbrio do efeito do custo da energia deve ser obtido pela compressão da procura com a redução salarial. Ninguém disse que a economia devia ser justa, pois não?
A simples sugestão de um diálogo entre marxistas e cristãos causa estranheza, desconforto e até raiva no senso comum. Estranheza e desconforto que estão ausentes quando se encara o diálogo – ou mesmo a justaposição – entre o ser-se cristão e o ser-se liberal, conservador ou nacionalista.