O planeamento familiar e a saúde sexual, como todas as respostas que são dadas pelo SNS, podem e devem ser avaliadas. Confundir a liberdade individual com doença e fizer disso critério, porém, é inadmissível.
Portugal desenvolveu um estado carente em habitação pública e excedente em propriedade privada construída com apoio público, o qual foi canalizado para a construção e para a banca: somos o país que tem mais habitação por mil habitantes da OCDE e temos, ao mesmo tempo, 12% desses fogos devolutos.
Desde a suspensão parcial do Plano de Ordenamento Turístico dos Açores, em 2010, que os Açores observaram um cenário de crescimento desregulado da oferta turística. Ora, esta desregulação velada só pode levar à insustentabilidade.
O desafio hoje é explicar a uma juventude desiludida que o caminho não é o do “salve-se quem puder”. Dá trabalho e leva tempo, mas são pequenas histórias como a do tio Orlando que podem ajudar a desconstruir o discurso fácil, leviano e enganador da teoria liberal.
Para a história não ficarão as tristes declarações de Marta Temido, mas, no mundo em que vivemos, isso não retira gravidade ao sucedido. No mínimo, deram ideias ao próximo governo da direita.
A pior pandemia e ameaça de saúde pública da nossa geração, o maior investimento público mundial em saúde e o resultado, foi uma profunda desigualdade mundial no acesso às vacinas. Como explicar este falhanço moral às gerações futuras?
O plenário [da Assembleia Legislativa dos Açores] de abril ficou marcado pela aprovação conseguida para benefício de pessoas doentes que, infelizmente, têm de se deslocar das suas ilhas para consultas, tratamentos e exames.
A indisfarçada impotência do Estado em relação às empresas da energia tem vindo a acentuar-se, ao ponto de estas desmentirem o primeiro-ministro até quando ele anuncia uma medida com impacto público.
Abortar não é uma falha no planeamento familiar. O direito a decidir sobre os nossos corpos não são estatísticas para que se possa olhar com um critério economicista. Se desde 2012 mais nenhuma mulher morreu vítima de um aborto clandestino, o que é crime é voltar a existir essa possibilidade.
Os salários teriam de crescer na mesma proporção da produtividade e da inflação para que pudessem ser protegidos. Ao rejeitar fazê-lo, a opção do Governo estabelece a marca inaugural da maioria absoluta: 2022 será um ano de empobrecimento para o trabalho e de maior rendimento para o capital.
Quando uma proposta da Administração Central do Sistema de Saúde fala em incluir como critérios de avaliação de equipas de saúde familiar as IVG realizadas pelas utentes e a existência de DST nas mulheres - estamos perante uma forma de biopoder. Um biopoder patriarcal.
Como é que o PS nos pode vir dizer que a Educação é uma das suas paixões? É uma espécie de canto da sereia que só pretende enganar os tolos, mas não os professores. Os critérios economicistas falam mais alto!