Opinião

Alberto Matos

Vistos em perspetiva, os 48 anos menos 33 dias da “longa noite fascista” foram uma eternidade comparados com o fervilhar da vida em democracia e o turbilhão de acontecimentos dos últimos 48 anos.

Esta é a minha última crónica. Na semana passada, o Jornal de Notícias comunicou-me que deixará de ter titulares de cargos públicos como colunistas regulares. Assim, termina hoje a minha presença nesta página, onde escrevi com dedicação quase todas as semanas ao longo dos últimos sete anos.

João Garcia Rodrigues

Há já dezenas de licenças para explorar o fundo marinho, algumas de legalidade duvidosa. Mas também há grandes empresas que apelam a uma moratória, até que todos os riscos sejam compreendidos.

Como pode um invasor que destrói infraestrutura civil, incluindo a essencial para a prestação de cuidados de saúde, fingir preocupação com este tema? Com a agravante que explora o natural desconhecimento do cidadão comum sobre armas biológicas e laboratórios.

Francisco Louçã

A China precisa de tempo. Não tem uma estratégia de colocação de tropas em bases no estrangeiro, ao contrário de Washington, e expande a sua influência por relações económicas.

Aurora Ribeiro

O mar é a eterna saída de emergência para o imaginário de Portugal. No discurso oficial português fez-se uma reciclagem ao velho imaginário marítimo do passado patriótico e imperialista. O novo imaginário do futuro vê o mar como pleno de oportunidades para os empreendedores nacionais.

José Maria Cardoso

Não haverá forma melhor de comemorar os 50 anos do 25 de Abril, do que engrandecer a liberdade a sério, a solidariedade com todos os povos em nome da paz, a garantia do direito ao pão, à saúde, à educação e à assistência social, juntando-lhe a habitação.

Joana Mortágua

Sou das muitas e muitos que rejeitam o apagão ideológico que se esconde no chavão “o 25 de Abril é de todos”.

José Manuel Pureza

A verdade é que o partido liberal foi tendo vários nomes e tem a idade da contrarrevolução em Portugal. Insinuou-se no repúdio da Constituição da República com a invocação de que ela enfermava de “uma excessiva carga ideológica”.

Francisco Louçã

Será difícil e menos credível reconstituir a frente republicana que se ergueu em 2002 contra o pai Le Pen e em 2017 contra Marine Le Pen. Em consequência, qual será o voto pendular dos descontentes e abstencionistas só saberemos quando as urnas fecharem, e todos os desastres são possíveis.

Carolina Monteiro

São 42 anos de uma das maiores conquistas de abril. Ela tem sobrevivido graças à força dos seus defensores, que olham para o SNS como um cravo de abril incapaz de murchar. Neste mês, em que lembramos a resistência, levemos a peito a ideia de que o SNS é a liberdade na saúde.

Maria Luísa Cabral

Pouco importa o nome que lhe dão. O que devia importar é o choque que produzirá sobre os que menos ganham, em salários ou pensões, os que pouca força e menos ânimo ainda têm. Será que alguém os ouve? Até quando, Catilina, abusarás da nossa paciência?