Em vez de cortar nos lucros especulativos, o governo oferece 410 milhões de IVA aos supermercados e pede-lhes o favor de os descontarem nos preços. Sempre que Costa assina um acordo, sai uma borla nos impostos para o capital.
Nuno Barata e José Pacheco são meros peões nas mãos de Rui Rocha e de André Ventura, ao serviço dos seus interesses partidários nacionais e os Açores, para a IL e para o chega, são apenas o tabuleiro onde este jogo se desenrola.
Neste primeiro texto debruço-me sobre o caderno de encargos da privatização. Um documento que traduz a visão que o governo regional e a direita têm para a SATA e para o futuro da mobilidade nos Açores.
O acelerador da política pode agora começar a ser pisado e a velocidade aumentará pelo poder do desgaste. Nunca Marcelo vetou tão antecipadamente uma legislação, nunca Costa se opôs tão veemente a um pré-veto.
Ao assistir à peça As Bruxas de Salém, encenada por Nuno Cardoso, somos perfurados por uma lâmina inquietante: a narrativa (altamente ficcionada) do que aconteceu em Salém, Massachusetts, poderia ser transposta, a muitas outras situações.
É inconcebível que, num arquipélago onde nem existe transporte de passageiros por via marítima ao longo de todo o ano, se venha retirar das pessoas aquele que é o seu meio de transporte. Temos mar que nos separa e querem privatizar as canoas que detemos.
A nova corrida ao ouro são os criptoativos ou as suas múltiplas ramificações, os NFT no mercado da arte, os espaços “imobiliários” ou “comerciais” no metaverso, os negócios de credulice nas redes.
Sou eu, mas o sistema não aceita o meu nome. Não aceita nem sequer uma cunha de Jesus Cristo para uma menina que, segundo a funcionária, a merece, porque é da terra dele próprio.
O projeto Willow são seis milhões de barris de petróleo ao longo de trinta anos, cerca de duzentos poços de petróleo somados a um aeroporto e dezenas de novos oleodutos — numa só exploração petrolífera.
Quando dizemos que “a lutar também estamos a ensinar” é exatamente esse o sentido educativo de que as conquistas se alcançam conquistando que queremos proclamar.
O nosso conhecimento é persistentemente masculino e branco, patriarcal e colonial. Epistemologicamente, continuamos a reproduzir uma mensagem óbvia: os saberes das mulheres, das pessoas racializadas e do Sul global não merecem ser colocados no mesmo patamar que os supracitados.