SNS

A associação que junta figuras de vários quadrantes da esquerda apresentou um relatório com propostas para a política de saúde que assegure "o acesso, a equidade e a qualidade dos cuidados de saúde para dar melhor resposta às atuais necessidades da população".

Após um encontro com a Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal, Mariana Mortágua sublinhou que o governo da maioria absoluta regateia apoios à comparticipação de medicamentos ao mesmo tempo que rejeita taxar os lucros excessivos da banca.

Mariana Mortágua reuniu esta terça-feira com a administração do Centro Hospitalar do Médio Tejo e insistiu nas propostas do Bloco para responder à necessidade de reter profissionais de saúde no SNS.

O pedido da fiscalização da constitucionalidade foi entregue pela FNAM e o Ministério Público encaminhou-o ao seu coordenador junto do Tribunal Constitucional.

Aos médicos de família contratados no concurso de dezembro estão a ser propostos Contratos Individuais de Trabalho em vez de Contrato de Trabalho em Funções Públicas, denuncia a frente sindical.

No centro de saúde de Sete Rios, a líder bloquista defendeu que os cuidados de saúde primários e a saúde pública devem ser “a grande prioridade”.  E frisou que os resultados mostram que foi um erro entregar a vacinação à farmácias, pois os níveis da vacinação são agora inferiores aos que existiam antes da pandemia.

A presidente da FNAM diz que grande parte dos 400 médicos de Saúde Pública manifestaram recusa ao novo regime que os faz perder até 600 euros mensais e os põe a trabalhar mais horas.

Unidade de Saúde Familiar - Associação Nacional escreve que “contra factos, não há argumentos”, já que dados disponíveis demonstram que a taxa de cobertura vacinal se encontra abaixo do que aconteceu em anos anteriores. Moisés Ferreira frisa que situação se deve a “opção do próprio Governo”.

O prazo para os médicos recusarem entrar no regime de dedicação plena criado pelo Governo termina a 7 de janeiro. FNAM disponibiliza minutas de oposição.

Mariana Mortágua reuniu com utentes do SNS em Porto de Mós e lembrou que as pessoas não vão às urgências "por prazer", mas por não encontrarem outra resposta. Bloco vai insistir nas soluções para atrair e reter profissionais de saúde que o PS até agora tem rejeitado.

Perto de 400 subscritores, entre os quais Joana Bordalo e Sá, Isabel do Carmo ou Francisco George, advertem para as consequências da degradação do SNS e exortam a Assembleia da República a “preservar os atuais padrões da formação médica e a salvaguarda da independência da Ordem dos Médicos”.

O sindicato dos médicos denuncia insuficiências sérias nos serviços de urgência durante o período do Natal e diz que espera pior para a passagem de ano. Por isso, está a disponibilizar aos médico um documento de escusa de responsabilidade “sempre que estejam perante condições inadequadas ao exercício das suas funções”.

822 aposentaram-se este ano. Um número que é o máximo em pelo menos uma década. Há especialistas que indicam o pico ainda não foi atingido e que os problemas se agudizam com a saída de médicos para o estrangeiro ou para o privado. Tornar a carreira atrativa é a solução apontada.

Por falta de profissionais de saúde, até 31 de dezembro o país terá apenas 54% das unidades de urgência a funcionar em pleno. Diretor executivo do SNS prevê normalização em janeiro, quando recomeça o limite anual das 150 horas extraordinárias para os médicos.

Num encontro no Hospital Amadora-Sintra, Mariana Mortágua ouviu as queixas de profissionais dos cuidados materno-infantis que lançaram um alerta ao Governo e insistiu que "o país não consegue viver com urgências que abrem à vez nem com um SNS assente em horas extraordinárias ilegais".

Duzentos profissionais de saúde da região de Lisboa e Vale do Tejo, na sua maioria da área materno-infantil, subscrevem um texto a alertar para "os enormes riscos dos crescentes constrangimentos no acesso à saúde".

Numa interpelação ao Governo esta quinta-feira, Mariana Mortágua acusou o Governo de aprovar um regime que propõe aos médicos "o equivalente a mais 2 meses de trabalho por ano" numa altura em que estes abandonam o SNS por estarem exaustos.

Para a Federação Nacional dos Médicos, o anúncio da abertura de 991 vagas "não vai fixar médicos no SNS" se não foram melhoradas as condições de trabalho e os salários. Bastonário teme que muitas vagas fiquem por preencher.

 

A especialidade de Medicina Interna e a região de Lisboa e Vale do Tejo são as mais afetadas. Os sindicatos explicam que os médicos em especialização estão a rejeitar as más condições de trabalho que o SNS lhes está a oferecer.

Pedro Filipe Soares anunciou que o Bloco de Esquerda vai interpelar o Governo sobre saúde no início de dezembro porque este “permanece por sua vontade e pela intransigência no relacionamento com os profissionais de saúde como um dos bloqueios fundamentais do país”.