Saúde

A Comissão de Saúde Pública aprovou o parecer elaborado por Catarina Martins, reconhecendo pela primeira vez “uma lacuna científica e clínica que, durante décadas, relegou metade da população para segundo plano”.

Governo Regional anunciou que vai manter apenas 10 voos semanais entre o Faial e o continente nos meses de julho e agosto. Bloco de Esquerda defende que as ligações aéreas são serviço essencial que não deve depender da procura turística.

No dia em que a ministra da Saúde disse que “temos de estar preparados” para o aumento do preço dos medicamentos, o diretor executivo do SNS foi ao Parlamento admitir que o seu objetivo já não é reduzir as listas de espera, mas evitar que aumentem.

A greve nacional convocada pelo SEP foi a resposta ao incumprimento por parte do Ministério do compromisso de fazer até ao final de fevereiro o levantamento dos casos de discriminação relativos à contabilização dos pontos para progressão na carreira.
 

À saída de uma reunião com a Federação Nacional dos Médicos, o coordenador do Bloco afirmou que a agenda ideológica do Governo na Saúde tem como único objetivo o reforço do negócio da saúde privada.

Sindicato dos Médicos da Zona Sul junta-se ao protesto dos utentes do hospital do Barreiro no domingo contra o encerramento das urgências de ginecologia e obstetrícia.

Distrital bloquista de Setúbal diz que a decisão do Governo de encerrar definitivamente o serviço de urgência de obstetrícia e ginecologia do Hospital do Barreiro  é “um ataque direto ao SNS e às populações da região”.

O coordenador do Bloco reuniu em Loulé com dirigentes da delegação algarvia do INEM e afirmou que o seu eventual encerramento seria “um atentado contra a segurança das pessoas no Algarve”.

Comissão de Trabalhadores ameaça com providência cautelar se a ministra não anular a medida. Pelo menos um elemento da Comissão que recomendou transferir formação para privados tem ligações a entidade privada que faz essa formação.

Além de fazer batota na triagem e dar ordem para recusar os doentes “menos rentáveis”, o grupo espanhol que gere o Hospital de Cascais deu instruções ao hospital de Torrejón para reutilizar até dez vezes os cateteres de eletrofisiologia de uso único, dizendo que já seguia essa prática noutro hospital que gere em Alicante.

O recém-publicado decreto-lei de concentração das urgências regionais vai contra o acordo coletivo ao impor aos médicos deslocações para fazerem urgências em concelhos onde não foram contratados.

O "Relatório de Acesso a Cuidados de Saúde 2025" revela que mais de metade dos cidadãos mais pobres não conseguem comprar os medicamentos prescritos. A Direção Executiva do SNS impõs quotas administrativas que limitam a contratação de enfermeiros e técnicos. O Bloco de Esquerda já confrontou a tutela.

O coordenador do Bloco visitou o INEM de Coimbra e afirmou que em vez de dar garantias de segurança às pessoas, Luís Montenegro “só está a tentar pôr-se bem na fotografia”.

Sindicato dos Médicos do Norte diz que a transferência dos hospitais de São João da Madeira e Santo Tirso para as misericórdias locais após o investimento público na sua modernização é uma “operação conduzida na opacidade”.

A morte de um homem no Seixal após três horas de espera por socorro do INEM levantou críticas sobre novo sistema de triagem. Fabian Figueiredo diz que ninguém compreende que Ana Paula Martins ainda esteja à frente do Ministério da Saúde.

Numa das primeiras noites de janeiro havia apenas um médico na área ambulatória da urgência sobrelotada. Sindicato diz que não se tratou de uma falha imprevista, mas sim da escala previamente definida com o conhecimento da administração.

O escândalo do grupo que detém em Portugal a PPP do Hospital de Cascais mostra que a privatização da saúde não visa curar, mas sim monetizar a doença, transformando os pacientes em ativos financeiros e a saúde num luxo. 

Troy Nahumko

Dar pulseiras verdes sem justificação médica a doentes triados como amarelos ou atender primeiro os casos menos graves para reduzir a lista de espera foram algumas das práticas no hospital de Torrejón que estão a escandalizar Espanha.

Avaliação ao programa “Ligue Antes, Salve Vidas” expõe falhas do sistema e casos de utentes que viram negado o acesso aos cuidados de saúde, violando a Constituição.

O CEO do grupo Ribera, que detém a única PPP dos hospitais públicos portugueses, deu instruções aos dirigentes de um hospital público que gere na região de Madrid para aumentarem listas de espera e recusarem doentes em nome do lucro. Dirigentes hospitalares que denunciaram internamente as ordens foram despedidos.