A Comissão Coordenadora do Bloco no Faial contesta a decisão do Governo Regional dos Açores de limitar a 10 voos semanais em época alta a ligação aérea entre aquela ilha e o território continental. "As ligações aéreas são um serviço essencial para quem vive em ilhas e devem responder em primeiro lugar às necessidades da população, não podendo ficar dependentes de uma mera lógica do mercado ou da procura turística, como defendeu o presidente do Governo esta semana após reunião com o Conselho de Ilha do Faial", referem os bloquistas faialenses.
O partido defende a importância de garantir o aumento do número de voos entre o aeroporto da Horta e o continente na época alta, quando aumenta a procura, quer por parte dos residentes, quer por parte de turistas. E acrescenta que "anda por cima, está em causa uma ligação aérea com Obrigações de Serviço Público que passou, finalmente, a ser financiada pelo Estado", concluindo que "não faz sentido que o Faial continue com uma oferta de voos insuficiente mesmo depois de passar a haver compensações financeiras para realizar esta rota”.
A limitação a 10 voos semanais anunciada por José Manuel Bolieiro veio demonstrar "mais uma vez a incoerência do PSD, que quando estava na oposição fazia promessas que agora, no Governo, não tem coragem para implementar", prossegue o Bloco/Faial, recordando que o Governo Regional do PSD, CDS e PPM “já tinha prejudicado os faialenses quando foi cúmplice do Governo da República no processo que levou ao fim da tarifa de residente que garantia que o preço de uma viagem de ida e volta entre o Faial e o continente não podia ser superior a 268 euros”.
"Isto significa que apesar de a Azores Airlines ser financiada para fazer estas ligações, os faialenses não só não terão as ligações reforçadas, como enfrentarão viagens mais caras, penalizando quem precisa de se deslocar por motivos de saúde, trabalho, estudo ou razões familiares", denuncia o Bloco de Esquerda.