Combater o ódio é um dever cívico. Defender as crianças trans, todas as crianças, é uma obrigação humana. Porque todas as crianças merecem crescer livres, respeitadas e amadas como são. Há quem chame a isto de ideologia mas não; é apenas humanidade.
A primeira volta não serve para fazer contas com base no medo. Serve para afirmar projetos, para mostrar que existem caminhos diferentes, para dizer que não aceitamos que o debate político seja reduzido a insulto versus simpatia televisiva.
O presidente dos Estados Unidos da América age como um gangster dos anos 50, usa os mesmos esquemas para obter o que quer e aplica o seu próprio tipo de imperialismo gangsterizado.
Vivemos num tempo em que a estética dissidente é celebrada, mas as vidas dissidentes são negociáveis. Aplaudem-se corpos não normativos quando são despolitizados, estilizados e tornados seguros para consumo. O problema nunca foi a estética, foi sempre a violência que recai sobre quem a vive e não apenas a exibe.
Insolitamente, uma organização em morte política torna-se ainda mais perigosa para a paz e para os direitos dos povos. A corrida aos armamentos intensifica-se e os Estados Unidos podem a qualquer momento trazer alguns dos ex-parceiros de arrasto em qualquer aventura, agora despromovidos de satélites a carne para canhão.
A greve conseguiu algo verdadeiramente extraordinário: quebrar o monopólio de temas da extrema-direita omnipresentes na esfera pública, como é o caso da imigração.
As residências universitárias são mais do que meras infraestruturas – são instrumentos de justiça social. Ignorar este facto é comprometer o futuro do Ensino Superior. As declarações do ministro da Educação sugerem uma elitização das residências e do Ensino Superior – quase como uma escolha de quem vai para lá.
O apelo ao voto útil parte sempre da mesma ideia inútil: a de que votar em quem acreditamos é um luxo. Um capricho. Algo que se pode – eventualmente - fazer quando está tudo bem (como se alguma vez estivesse estado), mas nunca quando as coisas estão mal.
Há uma parte importante do custo de vida que está a ser subestimada pelos indicadores. Neste aspeto, a economia portuguesa destaca-se pela negativa. Portugal foi o país da UE em que o fosso entre os rendimentos e os preços da habitação mais aumentou na última década.
Quando a igualdade de direitos está em causa, quando o digital nos atropela, lutar pelo acesso à informação impressa é prioritário, não é quixotesco. Dinamizar a comunidade, impedir o isolamento, promover a leitura.
Como é que uma farmacêutica pode exigir cobrar preços tão exorbitantes por um medicamento, ao ponto de colocar em risco as contas públicas de estados inteiros (estados do grupo dos ricos, entenda-se)?