O Papa Francisco, não obstante o alheamento e até desprezo que disso revelou a atitude do Governo esteve e continuará a estar bem “presente” no Vinte e Cinco de Abril e na concretização das expectativas humanas e sociais que das celebrações deste emergem.
Perante a ameaça de um Governo com a presença da extrema-direita, mas também a possibilidade da estagnação e austeridade de um Governo do centrão, é preciso uma alternativa de esquerda, séria e corajosa.
Um dos maiores instrumentos de distorção do debate são as sondagens em plena campanha. É urgente discutir, seriamente, a necessidade de proibir a publicação de sondagens durante o período eleitoral.
O tipo de inflação que tivemos nos últimos anos tende a penalizar mais quem ganha menos. Ao aumentar as taxas de juro, os bancos centrais operaram uma transferência de rendimento das famílias e do setor produtivo para o setor financeiro.
Neste artigo, procuro traçar um breve retrato do trabalho em Portugal, focando-me nalguns dados que ilustram a severidade da condição da classe trabalhadora portuguesa, com vista a sensibilizar para esta luta.
Virar à esquerda, neste contexto, é o ato mais lúcido e mais difícil. Porque implica travar. Implica reconhecer que o caminho que a maioria segue não nos serve. Que o nosso sucesso não pode ser construído sobre a miséria dos outros.
Os meus pés andam eternamente alma em regresso. O meu sangue tem início, só que não está ainda no meu corpo. Há 77 anos que os pés do povo palestiniano se desgastam de tantas caminhadas para um exílio.
No dia 23 de Abril fizemos uma forte greve na Fokker – Países Baixos (indústria aeronáutica centenária e em muito parecida às OGMA de Alverca), contra um novo “plano social” (novilíngua para vaga de despedimentos), que propõe uma grande redução do valor das indemnizações.
É tempo de fazermos um balanço das nossas fragilidades e diagnosticar problemas nas infraestruturas críticas e serviços de emergência, de combater a desinformação e de perceber que é a força dos serviços públicos que nos permite resistir às crises.