O Governo anunciou um conjunto de medidas excecionais que enquadram o funcionamento deste último período letivo. Entre várias matérias, houve uma decisão importante sobre os exames nacionais e o acesso ao Ensino Superior.
Há uma parte do país, que se exprimiu nestes dias com exaltação e imensa boçalidade, para a qual a sociedade se divide entre a virtude e o vício, entre a humanidade e a barbárie.
Negar a existência de coisas que estão perante os nossos olhos, sejam as alterações climáticas ou uma pandemia viral, pode parecer simples loucura mas é uma escolha deliberada, consciente e política.
As medidas de bloqueio adotadas pela maioria dos países para conter a disseminação da covid-19, embora necessárias, têm graves consequências para milhares de mulheres que vivem em relacionamentos abusivos.
A crise económica e a queda da publicidade pode silenciar boa parte da comunicação social. O Estado deve lançar apoios de emergência, sob um critério claro: proteger a produção jornalística. O Bloco faz a sua proposta.
À insegurança causada pelo desenrolar da crise sanitária, o Estado tem de garantir que, num momento de grande fragilidade, o salário e o emprego não se esfumam de um dia para o outro.
Tentar impor aulas por computador pode deitar a perder o terceiro período. Para o fazer o melhor possível vai ser necessária sensatez. A sensatez que falta a muitos diretores escolares e que o governo deve garantir com regras claras.
Mesmo que o número de óbitos nos lares do sector social em Portugal não atinja proporções catastróficas, qualquer resultado será sempre de lamentar. A responsabilidade é repartida e resta saber se depois da pandemia teremos coragem e competência para corrigir tudo.
Vemos ajustes de contas em muitas empresas, milhares de despedimentos, chantagem sobre trabalhadores precários, cortes de salários, falências anunciadas.
A pandemia Covid-19 mudou a vida de todos: dos que passaram a trabalhar em casa, dos que todas as manhãs para assegurar a prestação de serviços essenciais, e também dos que viram o seu contrato de trabalho suspenso e perderam um terço do salário.
Como depois da II Guerra Mundial, o que hoje se joga na Europa e nos Estados Unidos é a afirmação da segurança humana como princípio de organização social contra a barbárie. E isso tem um nome: Estado social.