Iniciou-se a 26 de março o designado período de mitigação do COVID-19, período de elevada exigência para todas e todos, com particular relevância, perdoem-me o viés, para as/os profissionais de saúde de todos os estabelecimentos de saúde.
Por este país fora, vemos grandes empresas a despedir trabalhadores de uma forma completamente desumana. É necessário que o Estado intervenha e garanta que os direitos desses trabalhadores sejam salvaguardados e que ninguém fique para trás.
Os coronabonds são necessários e o Conselho Europeu e o BCE não terão alternativa melhor que seja imediatamente viável. Podem fazer deles uma solução ou uma bomba de pavio curto.
Saíram os decretos aprovados ontem no Conselho de Ministros, que podem encontrar-se em dre.pt O que chamar a esta “versão portuguesa da proibição de despedimento” se não um indulto a quem já despediu e um convite a quem ainda queira fazê-lo?
O panorama em junho pode ser imprevisivelmente desolador: pequenos comércios que não voltam a abrir, milhares de desempregados, centenas de milhares de créditos incumpridos, insolvências, despejos, famílias destroçadas, vidas arruinadas.
A comemoração do Dia do Estudante foi marcada por campanhas de conteúdos em instastories e tweets por parte da comunidade estudantil. Os tempos assim o exigem, mas nem por isso se baixou os braços naquilo que é a exigência dos nossos dias: suspensão do pagamento de propinas.
À medida que os dias passam, torna-se mais claro que as medidas económicas já anunciadas serão insuficientes para lidar com a destruição económica provocada pela Covid-19.
Como médica do SNS, sei onde quero estar e com o que quero contar. E no maior desafio das nossas vidas, é bom contar com um SNS que seja de todos e todas, em tempos de acalmia e de pandemia.
Inesperadamente uma pedrinha na engrenagem. A obrigatoriedade de uma pausa, uma pausa absoluta nas nossas vidas. Uma pausa fisica, temporal e talvez também existencial.
Os apelos para que as pessoas ficassem em casa tiveram resposta positiva. A esmagadora maioria das pessoas está a acatar responsável e solidariamente as orientações da Direção Geral de Saúde.