A margem sul está a cumprir as indicações para isolamento social. É preciso que os cidadãos tenham a consciência que todos são agentes de saúde pública. Esta maratona apenas será vencida com a ajuda e participação de todos.
Só podemos superar crises como esta pandemia com soluções coletivas, públicas e democráticas. Serviços públicos fortes, especialmente sistemas universais de saúde pública, são vitais e devem ser defendidos e fortalecidos, agora e no longo prazo.
A pirataria generalizada de outras épocas, os corsários, parte deles financiados por estados, e com origem na Europa, que pirateavam as mercadorias de séculos passados, parecem estar de volta nos tempos modernos.
O Estado espanhol vai ter finalmente, em 2020, uma prestação semelhante à que que existe em Portugal há 24 anos, desde 1996. Primeiro com o nome de Rendimento Mínimo Garantido, agora Rendimento Social de Inserção.
Talvez custe dizê-lo, mas num ponto o ministro holandês tem razão: foi ele quem venceu este round. E não precisava de muito, bastava-lhe lembrar que o Mecanismo Europeu de Estabilidade foi precisamente definido para os disciplinar com programas de austeridade.
Médico nascido no Porto em 1858, ajudou-nos a perceber uma epidemia e como o serviço público de saúde é uma condição da democracia. É o que Portugal lhe deve.
Foi possível contrariar a dinâmica de crescimento exponencial do vírus e concretizar o tal aplanamento da curva, mas a epidemia ainda não entrou em regressão. É preciso proteger os mais vulneráveis ao novo coronavírus. Como?
Como vereadora da oposição tenho sido solidária com as medidas implementadas no meu concelho, tenho esse dever. Mas não perdi o meu sentido crítico e muito menos o Bloco de Esquerda perdeu a sua obrigação de propositura.