As bombeiras e bombeiros portugueses não precisam de palmas, precisam sim de um estatuto que os proteja também dos efeitos desta pandemia, tanto a nível laboral, social e de saúde.
"Despesas do Estado hoje são impostos de amanhã", sentenciou o primeiro-ministro há uns dias. A frase, como bem explicou o economista João Ferreira do Amaral, é "infeliz".
Os lares continuam a ser motivo de preocupação e os dados diários deixam-nos devastados. Sabíamos que as coisas estavam mal, não colocámos o problema sobre a mesa a tempo. Depois do Covid19, as desculpas acabaram.
O SNS foi e é a resposta nacional do combate à Covid. Que ninguém se engane: não falta muito para o setor privado aparecer novamente a ‘oferecer ajuda’. Saibamos tirar lições da epidemia e saibamos não permitir que novas farsas se desenvolvam.
A indústria petrolífera à escala global já está de mão estendida para receber apoios públicos e reclamar-se como paladino de uma futura recuperação económica. Mas os fósseis são uma âncora genocida que arrasta a Humanidade para o fundo.
A 30 de março a DGS emitiu a diretiva com as orientações para o acompanhamento da gravidez e atendimento ao parto durante a pandemia. Esta diretiva está nos antípodas das diretivas da OMS para grávidas SARS-CoV-2 positivas.
Uma “tragédia humana inimaginável”. Foi assim que o diretor regional para a Europa da OMS classificou o que está a passar-se nos chamados “lares de idosos”. As palavras são fortes e não é caso para menos.
A decisão é sobre a resposta mínima numa crise extraordinária. Ficaremos a saber se a União Europeia aprendeu algo com a crise anterior e as mudanças políticas que ela desencadeou.
Hoje seria uma curiosa data de encerramento. A divisão artificialmente criada à volta da realização da cerimónia do 25 de Abril no Parlamento fez desta data uma arma de arremesso e de viral joguete político.
O que contestamos é a falta de bom senso em teimar que no ensino secundário se pode manter os exames nacionais, tal com inicialmente programados, como se nada se passasse.
Os pequenos comerciantes dos mercados e do comércio local mantêm o emprego e pagam impostos em Portugal, contribuindo para o bem comum. Um exemplo de resistência e reinvenção.