Esta terça e quarta-feira foram apurados os votos do estrangeiro. Votaram 195.701 emigrantes, dos quais mais de 157 mil viram o seu voto anulado. Esta é uma mancha na nossa democracia que nos deve envergonhar a todas e todos.
O liberalismo apenas funciona para uns poucos que somam grandes ganhos, mas torna impossível fazer da habitação um direito e é uma tragédia para tanta gente.
Já passaram mais de 10 anos desde a introdução de portagens na A24 e na A25 pelo governo do PSD/CDS, com o apoio do PS. Por justiça e coesão territorial, continuamos a bater-nos pelo fim das portagens na A24 e na A25.
Numa operação-relâmpago, o Banco de Fomento disponibilizou 250 milhões de euros do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) para fundos de investimento como aqueles que a C2 (a empresa de Gaioso Ribeiro, ex-vice de Luís Filipe Vieira) cria e gere.
O Instituto Português de Mediação Familiar e a Associação Portuguesa para a igualdade Parental e Defesa dos Direitos dos Filhos consideram que face ao aumento do número de divórcios e conflitos parentais, existe uma grande necessidade de dar a conhecer a Mediação Familiar.
Nem a perda avassaladora de votos nos fará abandonar as convicções. Precisamos de reflectir, interpretar os factos, reconhecer as opções erradas, somos todos responsáveis. Era o que faltava, arranjar bodes expiatórios.
A conclusão mais errada que podemos tirar da derrota eleitoral da esquerda é a de que a linha política de disputa da governação do PS fracassou. A alternativa é uma esquerda muleta da governação ou uma esquerda acantonada na retórica infértil.
A promoção da desigualdade como pilar da ordem social conduziu as políticas das últimas quatro décadas, sob as bandeiras da globalização e da financeirização. O processo desembocou em crises explosivas, como a de 2008, mas nada que o parasse. Assim continuamos.
A “geringonça” valeu a pena pelas pessoas, mudou para melhor a vida de milhões e foi para isso que serviu, não para mudar a génese do PS ou de António Costa - só incautos poderiam achar que isso seria possível.
O povo entregou a maioria absoluta ao PS quando o próprio já dela tinha desistido e enfraqueceu quem, nos últimos anos, garantiu políticas de Esquerda. A falsa bipolarização das sondagens foi uma falácia e um embuste que entregou a Esquerda do PS às mãos do fantasma absoluto da utilidade do voto.
O Bloco de Esquerda sofreu uma pesada derrota, inesperada na dimensão e imprevisível na implicação. Tal como é assumido o insucesso eleitoral, também é adotada a garantia de que a ação política será tanto mais combativa quanto necessária.