O resultado previsível e, veremos em que situações caóticas, é a de carimbar a anulação dos votos por ausência dos eleitores. O PSD fez o mal e o Tribunal Constitucional a caramunha. Escusam de dar lições de direito quando torcem a lei eleitoral toda.
O título deste escrito pode muito bem ser a forma como o governo regional se deve dirigir à empresa EDA - Eletricidade dos Açores para se sentar à mesa com a sua administração para negociar e melhorar a péssima decisão que beneficia a EDA e os seus acionistas e prejudica os cofres da Região.
Fazer com que a táctica seja o próprio sistema de jogo. No momento em que centenas de milhares de votantes do Chega (CH) e da Iniciativa Liberal (IL) podiam esperar política dos partidos a quem confiaram o voto, eis que CH e IL os fazem esperar.
André Ventura até pode querer uma nova república, mas esta que temos ainda não é a república das bananas, pelo que não pode ganhar na secretaria aquilo que não consegue na urna.
O trabalho e o emprego serão temas que virão a ter um papel mais central no debate político. Todavia, durante o debate eleitoral, este não foi o tema central. Mas, agora o debate político vai ter de encontrar soluções para problemas que a realidade coloca a todos.
Mas há outros países e instituições, como o Parlamento Europeu ou o Bundestag, em que uma maioria de deputados impediu a eleição de representantes da extrema-direita para cargos institucionais. Chamou-se a essa maioria “cordão sanitário”, e é importante que se entenda para que serve.
Se muitos eleitores de esquerda não se tivessem deixado iludir pelas sondagens e pelo “empate técnico” amplificado pelos “media”, o PS teria ganho sem maioria absoluta e provavelmente teria de voltar a negociar, a contragosto, com os partidos de esquerda.
O PS beneficia de um sonoro aplauso, de um presidente manietado, de um parlamento submetido e de um consenso que, melhor do que ninguém, as poderosas agências de notação indicaram ao mundo.
Sem a capacidade para influenciar as políticas do governo à mesa das negociações – aquelas que o PS recusou a partir de 2019, o que resta à esquerda fazer para defender o SNS? Bem, na verdade resta tudo, resta o mais importante: mobilização social!
Quando se quer falar de monopólios energéticos, da falta de recursos para fazer a transição climática e garantir trabalho digno, da impossibilidade de crescer indefinidamente sobre recursos finitos, quando se quer tocar onde doí - aí a direita não toca. E esse é o programa da Esquerda.
As declarações finais do encontro entre Joe Biden e Olaf Scholz na Casa Branca valem mais do que muitos comunicados de cimeiras para entreter a diplomacia funcionária e funcional.