Opinião

Manuel Afonso

Vemos por estes dias tantas e tantos a trabalhar ao pico do sol na construção civil, oficinas, cozinhas ou estufas em trabalhos físicos e exigentes. Para quem vive a trabalhar, o negacionismo climático é um luxo inacessível.

Beatriz Realinho

Seja vindo da Polónia ou dos EUA, também em Portugal os ventos do retrocesso se começam a fazer sentir naquilo que toca aos direitos, principalmente quando falamos do aborto.

Francisco Louçã

Este impulso inflacionário é simplesmente a tradução do poder de empresas, e é por isso que alguns países decidiram taxar os lucros extraordinários obtidos por esta via. Em Portugal isso nunca acontecerá. Pelo amor da santa!

Rui Pedro Moreira

O tom mainstream é que os empresários portugueses fazem tudo o que está ao seu alcance para que a economia funcione. Farão mesmo? São assim tão altruístas como os "pintam"?

Miguel Guedes

Ninguém referendou a adesão à moeda única, ninguém referendou a adesão de Portugal à CEE, ninguém referendou a Constituição. Porque se obrigam, agora, a referendar um princípio dessa mesma Constituição? O objectivo é evidente.

Joana Mortágua

Construir dois aeroportos nas próximas décadas é um absurdo. Um absurdo só ultrapassado pela forma como o Governo tem gerido o dossier, em total desrespeito pelo país, pelas decisões do Parlamento e pelos compromissos climáticos dos país. Andam a brincar connosco.

Francisco Louçã

O PIB é uma agregação que ignora a estrutura da produção e a distorção da distribuição, desconhece a qualidade de vida ou a sua sustentabilidade, só registando transações.

Bruno Góis

Jovens de vários países têm assumido a luta das sextas-feiras pelo futuro, a greve climática estudantil. É certo que, com a pandemia global e com uma guerra na Europa, essas lutas perderam ritmo. Mas as sextas-feiras pelo futuro podem ser reinventadas.

José Soeiro

Como outros governos europeus, também o nosso tem os direitos humanos na boca, mas engole em silêncio se as vítimas estiverem em Melilla ou em Ceuta.

Jaime Pinho

A anunciada revolução dos transportes públicos na Área Metropolitana de Lisboa iniciada a 1 de junho revelou-se um autêntico fiasco. Decorrido mais de um mês do início da primeira fase do plano, nos concelhos de Palmela, Alcochete, Moita, Montijo, Setúbal e Barreiro, os transportes estão num caos.

Alexandra Manes

A SATA vai desaparecer, e nós ficaremos mais pobres por isso mesmo. Bolieiro, enquanto candidato e em campanha, num género de carta às e aos açorianos, defendia uma SATA pública, para 18 meses depois ter classificado a privatização de 51% como “virtude”.

João Moniz

O contorno de classe desta crise não podia ser mais evidente. Nestas circunstâncias, a única resposta credível é aumento geral dos salários, o controlo de preços de bens essenciais e a introdução de impostos pesados aos lucros extraordinários de quem lucra com a manipulação de preços.