Um qualquer aluno saído de uma escola de jornalismo, a iniciar carreira, terá (infelizmente) de fazer algumas cedências no actual quadro e enquadramento laboral, mas alguém com um passado deste, não devia, nem podia, ceder ao momento.
Elisa Ferreira será a mais consistente das escolhas indicadas por Portugal para a Comissão Europeia, mas, mesmo assim, a sua recente entrevista passou despercebida. Pouca gente a quer ouvir. No entanto, o que disse é um alerta solene: os fundos europeus vão acabar.
A Graciosa faz jus ao nome que lhe foi atribuído! Uma ilha pequena em tamanho, mas grande na sua graciosidade. De boas gentes! Boa mesa! Excelente oferta de zonas balneares! No entanto, esta ilha padece de males vários, tal como as restantes ilhas mais pequenas da nossa região.
Mesmo o branqueamento da propaganda não consegue esconder uma região em perigo, uma terra onde os processos acelerados de destruição ambiental servem apenas o lucro, deixando para trás a degradação social, a precarização do trabalho e os restos de uma natureza outrora paradisíaca.
A viragem à direita do Governo Costa, sobretudo a maioria absoluta que festejou em janeiro, tem sido particularmente visível no domínio da lei laboral.
O debate sobre os 50 anos do 25 de Abril e daquilo que ele representa hoje é bastante importante. Abril fez-se e faz-se para combater o conservadorismo que teima em querer calar-nos e levar-nos para outros tempos.
Paremos de centrar a conversa em queixas infundadas do comentariado branco e conservador. Está na hora de falar sobre as civilizações que a colonização europeia apagou e exterminou da face da terra e cujos vestígios quer hoje tornar em mercadorias.
Touradas são violentas e uma experiência feroz para quem a elas assiste, particularmente para crianças e jovens, que quando expostas àquilo que é uma verdadeira antítese da relação ideal com animais e natureza, sofrem um impacto emocional negativo.
O pedido de empréstimo é oportunista, a cedência era escusada. O coração de D. Pedro jazia sossegado naquela poção para a conservação (quase) eterna à guarda da Igreja da Lapa, no Porto com certeza.
Em maio, foi aprovado no parlamento do Açores um conjunto de medidas propostas pelo Bloco. Todavia o governo regional não as cumpre na generalidade e as que cumpre fá-lo de forma insuficiente.
O silêncio sepulcral que a Igreja portuguesa mantém sobre os abusos sexuais cometidos dentro da organização é perturbador. O sentimento de impunidade é uma malha tecida pela protecção que a suposta virtude lhe confere. É esta, também, a felicidade de vivermos no tempo do Papa Francisco.