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A greve à prestação de trabalho suplementar nos centros de saúde convocada pelo SIM vai manter-se até 24 de novembro. Ministério anunciou que vai pedir reuniões com sindicatos para quinta-feira.

Este sábado, Mariana Mortágua afirmou que o executivo socialista está a destruir o Serviço Nacional de Saúde não por incompetência, mas sim “em nome do negócio e de uma obsessão orçamental irresponsável”.

Já são cerca de 2.000 médicos a recusar ultrapassar as 150 horas extraordinárias previstas na lei. Face ao caos nas urgências, o ministro quer reabrir negociações. Sindicatos dizem que as promessas de Pizarro não são novas, mas querem vê-las no papel.

FNAM denuncia irregularidades na reorganização de equipas, agora nos serviços de Penafiel e Aveiro. Ordem dos Médicos avança que cerca de 25 hospitais não conseguem assegurar serviços cruciais. Sindicato Independente dos Médicos alerta para recorde de médicos reformados.

FNAM considera que os últimos dois dias foram “uma demonstração da incompetência e da irresponsabilidade do Ministério de Manuel Pizarro e do Governo, que assistem impávidos e sem tomar medidas urgentes para fazer face às consequências do seu plano de contingência”.

Menos de 1% dos médicos de família está neste momento em condições de receber o aumento de 60% que tinha sido anunciado, calcula a Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar.

Federação Nacional dos Médicos denuncia que administração da Unidade Local de Saúde do Alto Minho está a recorrer a empresa de trabalho temporário para suprir falhas que não quer resolver por via da contratação de mais médicos sem termo, o que implica gastar até cerca de três vezes mais por hora.

Perante o silêncio e a indisponibilidade por parte do Ministério da Saúde no sentido de “iniciar um processo negocial sério”, os farmacêuticos do Serviço Nacional de Saúde (SNS) voltaram esta terça-feira a promover uma paralisação.

Durante o debate no Parlamento sobre o Serviço Nacional de Saúde, Isabel Pires vincou que “precisamos de um SNS forte, pelos utentes e pelos profissionais, com investimento que não seja sangrado para os privados”.

Problemas identificados no relatório da Entidade Reguladora da Saúde evidenciam a "degradação da situação" que põe em causa "o acesso a direitos previstos na lei", aponta Joana Mortágua.

A Federação Nacional dos Médicos acusa o Governo de ter "esvaziado unilateralmente as negociações" e convocou uma greve nacional para 17 e 18 de outubro, que se soma à anteriormente convocada para 14 e 15 de novembro.

Após perda de valências do hospital de Ovar e contra a vontade da população, a nova organização do SNS empurra sem critérios compreensíveis a referenciação hospitalar dos seus cidadãos para o Hospital de Aveiro Infante D. Pedro. Por José Lopes. 

Federação Nacional dos Médicos diz que a estratégia do Governo "não passa pela negociação, mas pela manipulação da opinião pública" quanto à proposta de aumentos salariais que apresentou aos sindicatos.

Perante a degradação das condições laborais e assistenciais no hospital e a saída de várias obstetras, o partido requereu uma audição, com caráter de urgência, das demissionárias, do Conselho de Administração do CHULN e do ministro da Saúde, Manuel Pizarro.

A greve distrital reivindica a atualização das grelhas salariais, que não são revistas desde 1999, a contagem integral do tempo de serviço e a contratação de mais profissionais.

Diretor regional da Organização Mundial de Saúde para a Europa ouviu a líder da FNAM denunciar que "somos dos médicos mais mal pagos a nível europeu" e sem aumentos salariais há mais de uma década.

Greve nacional a 14 e 15 de novembro, com manifestação no primeiro dia, e uma caravana pelo país entre 5 de setembro e 15 de novembro, figuram entre as respostas da Federação Nacional dos Médicos à “má fé e irresponsabilidade do Ministério da Saúde e do Governo”.

Catarina Metelo Coimbra, médica interna e Presidente da Associação de Internos de Medicina Geral e Familiar da Zona Norte, explicou ao Esquerda.net quais são as condições de trabalho destes profissionais de saúde e as suas reivindicações. Por Mariana Carneiro.

Federação Nacional dos Médicos assinala que, apesar de os médicos internos trabalharem muitas horas extra não remuneradas e de os Serviços de Urgência dependerem em grande medida do seu trabalho, o Ministério da Saúde propõe aumentos salariais “indignos”.

Profissionais são cerca de um terço dos clínicos do SNS e arcam com uma elevada carga de horas extraordinárias, dado à escassez de recursos. Esta quarta-feira iniciaram uma greve de dois dias por aumentos salariais e valorização profissional. SIM aponta para adesão de entre 83% e 85%.