SNS

O recém-publicado decreto-lei de concentração das urgências regionais vai contra o acordo coletivo ao impor aos médicos deslocações para fazerem urgências em concelhos onde não foram contratados.

O "Relatório de Acesso a Cuidados de Saúde 2025" revela que mais de metade dos cidadãos mais pobres não conseguem comprar os medicamentos prescritos. A Direção Executiva do SNS impõs quotas administrativas que limitam a contratação de enfermeiros e técnicos. O Bloco de Esquerda já confrontou a tutela.

O coordenador do Bloco visitou o INEM de Coimbra e afirmou que em vez de dar garantias de segurança às pessoas, Luís Montenegro “só está a tentar pôr-se bem na fotografia”.

Sindicato dos Médicos do Norte diz que a transferência dos hospitais de São João da Madeira e Santo Tirso para as misericórdias locais após o investimento público na sua modernização é uma “operação conduzida na opacidade”.

A morte de um homem no Seixal após três horas de espera por socorro do INEM levantou críticas sobre novo sistema de triagem. Fabian Figueiredo diz que ninguém compreende que Ana Paula Martins ainda esteja à frente do Ministério da Saúde.

Numa das primeiras noites de janeiro havia apenas um médico na área ambulatória da urgência sobrelotada. Sindicato diz que não se tratou de uma falha imprevista, mas sim da escala previamente definida com o conhecimento da administração.

Direção executiva do SNS reuniu com diretores hospitalares e mandou-os cortar despesas como a compra de medicamentos, exames complementares de diagnóstico e terapêutica, cirurgias para aliviar listas de espera, as contratações de pessoal e de prestação de serviços e transporte de doentes não urgentes.

A ministra da Saúde tinha prometido um sistema de incentivos para médicos integrarem o modelo de urgências regionais. Mas na proposta que enviou aos sindicatos diz-se que as deslocações são afinal “inerentes” às funções.

Com o encerramento sistemático de urgências em várias áreas do país, a Administração Central do Sistema de Saúde dá nota de que mais de metade dos obstetras e pouco menos de metade dos pediatras inscritos na Ordem trabalham no Serviço Nacional de Saúde.

Parcerias publico-privadas aprovadas no dia anterior à queda do governo já têm verba de 100 mil euros. Ministério da Saúde prepara processo independentemente de eleições.

Catarina Martins esteve reunida com o Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde do Algarve, uma das mais subfinanciadas do país.

Ministério da Saúde gere a situação em escassez, o que agrava resultados. Presidente da Associação Portuguesa de Administrações Hospitalares confirma que cenário se repete todos os anos.

Ministra da Saúde diz que Partido Social Democrata "não manda" nas nomeações do SNS, mas seis dos novos presidentes das administrações hospitalares são militantes do partido. Xavier Barreto sublinha falta de experiência.

No centro do conflito entre o conselho de administração estavam as obras relacionadas com o Novo Hospital Central do Alentejo.

Estudo organizado pela Causa Pública tem como objetivo fazer o ponto de situação das maiores carências do SNS e apresenta medidas para diminuir desigualdades no acesso à saúde.

Em interpelação do Bloco de Esquerda ao governo, Mariana Mortágua elencou os problemas do SNS e os problemas da gestão do atual governo, bem como a crise estrutural na saúde criada pelo Partido Socialista.

Já está nomeada comissão para avaliar transferência. Por agora, estão em causa os hospitais de São João da Madeira e Santo Tirso, mas presidente da União de Misericórdias de Portugal admite vontade de alargar transferência a outros hospitais.

O governo prometeu que resolveria a crise saúde em 40 dias, mas tudo se mantém. As USF-C são mais um passo em frente no desmantelamento do Serviço Nacional de Saúde e não resolvem a crise. Em entrevista ao Esquerda, Bruno Maia faz o balanço da política deste governo para a saúde.

Daniel Moura Borges

Direita e extrema-direita aprovaram o fim do acesso ao SNS por parte de migrantes sem documentos. Os profissionais prometem desobedecer em nome da deontologia e da proteção da saúde.

Mariana Mortágua explica a influência de Eurico Castro Alves na política do governo para a Saúde. Da Ordem dos Médicos do Norte, de onde saíram o novo diretor executivo do SNS e a secretária de Estado da Saúde à sua empresa que já deu trabalho tanto à ministra como à secretária de Estado.