As Unidades Locais de Saúde (ULS) e os Institutos de Oncologia (IPO) terminaram 2024 com resultados operacionais negativos de 1.533 milhões de euros, denunciando a falta de eficiência e o subfinanciamento do Serviço Nacional de Saúde.
Segundo o Jornal de Notícias, os administradores hospitalares não se surpreendem com a situação porque o ministério da Saúde opta por gerir a situação do Serviço Nacional de Saúde em escassez, o que agrava os resultados. Apesar disso, há um recuo significativo de pagamentos em atraso no final de 2024, fruto da injeção financeira de 975,5 milhões de euros aprovados pelo governo para pagamento de dívida vencida aos fornecedores.
O presidente da Associação Portuguesa de Administrações Hospitalares confirma que este é um cenário que se repete todos os anos com consequência na eficiência das unidades de saúde local. Segundo Xavier Barreto, este problema é agravado porque a indústria faz refletir os custos dos atrasos dos pagamentos nos preços praticados.
Em termos de eficiência na gestão, as ULS do Norte são as mais eficientes, e a ULS de Barcelos foi a única com resultados operacionais positivos em 2024. A ULS de São José, em Lisboa, terminou o ano com 150 milhões negativos
Os dados apresentados pelo Jornal de Notícias apontam que a ULS de São João tem o melhor desempenho no grupo dos maiores hospitais do país. Nessa unidade, cada doente custa 4.795 euros. No grupo dos hospitais de média dimensão, é a ULS de Braga que tem o melhor resultado, gastando 4.743 euros por paciente. Finalmente, nas ULS de pequena dimensão, a melhor classificada é a do Alto Ave, que gasta 6.370 euros por paciente.