Na segunda-feira, Catarina Martins reuniu com o Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde (ULS) do Algarve para discutir a situação dos cuidados de saúde públicos no distrito. A ULS do Algarve é uma das mais subfinanciadas do país, sendo também uma das maiores, onde há 20 mil utentes sem médico de família.
A eurodeputada do Bloco de Esquerda sublinhou o subfinanciamento crónico, que levou a uma dificuldade na contratação de recursos humanos. Catarina Martins notou que há cada vez mais equipamentos de saúde privados no Algarve, que absorvem os médicos do Serviço Nacional de Saúde.
A reunião com a administração liderada por Tiago Botelho tocou também no Centro Oncológico do Algarve que, segundo o Correio de Lagos, deverá ser incluído no espaço do futuro Centro Hospitalar do Algarve no Parque das Cidades, em Loulé. Mas o centro está atualmente encerrado e Catarina Martins criticou o presidente da Câmara Municipal de Loulé, Vítor Aleixo (PS) cuja decisão a este respeito “ninguém compreende”.
A eurodeputada lamentou que “depois de tantas expetativas criadas” no sentido de resolver o problema das viagens longas dos doentes oncológicos, “o Algarve volte à estaca zero, com claras responsabilidade políticas por parte do executivo camarário” de Loulé.
Em comunicado de imprensa, o Bloco de Esquerda/Algarve reiterou a necessidade de uma luta nacional pela resolução dos problemas do serviço de saúde e afirmou que continuará a lutar por “um serviço de saúde de excelência”. O partido apontou como principal desafio o subfinancimento do Serviço Nacional de Saúde, refém da “continua subserviência das políticas públicas aos interesses privados”.