Parlamento

“Pacote laboral é um zombie legislativo e o primeiro‑ministro insiste em tentar ressuscitá-lo”

27 de maio 2026 - 18:12

No debate quinzenal com o primeiro-ministro, Fabian Figueiredo desafiou Montenegro a garantir que o país está preparado “para um dos mais difíceis verões que vamos atravessar”, mas Montenegro não respondeu.

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Luís Montenegro no debate quinzenal
Luís Montenegro no debate quinzenal. Foto GP PSD/Flickr

O deputado bloquista Fabian Figueiredo interveio no debate quinzenal com um desafio ao primeiro-ministro para que “deixe cair o pacote laboral, concentre-se nos problemas dos portugueses e regule os preços dos combustíveis e dos alimentos e garanta que o país está preparado para um dos mais difíceis verões que vamos atravessar”.

Na resposta, Luís Montenegro só respondeu aos dois primeiros temas, defendendo que esta é a melhor altura para alterar as leis laborais e que está atento à evolução dos preços mas rejeita ajudas diretas que pesem no Orçamento do Estado. Sobre a preparação do dispositivo de emergências e de combate a incêndios, tema em que o Bloco exigiu saber o ponto de situação junto de vários ministérios, não respondeu.

Além da indignação das pessoas “quando vão à bomba de gasolina ou ao supermercado e não percebem porque é que o Governo não toma medidas eficazes para conter o custo de vida”, o deputado do Bloco acrescentou que também não percebem a razão da insistência “num pacote laboral que puxa os salários para baixo quando os salários baixos são dos principais problemas que Portugal tem, apesar dos portugueses trabalharem tanto”.

“O pacote laboral é um zombie legislativo que a sociedade rejeita, que vai voltar a rejeitar no dia 3 de junho e o que o primeiro-ministro insiste em tentar ressuscitar na Assembleia da República”, criticou.

Fabian Figueiredo falou ainda dos “dois retratos de Portugal”, o do primeiro-ministro “em que está tudo bem, da Saúde à Habitação” e o do relatório da Presidência da República sobre a resposta ao comboio de tempestades,” que chama a atenção para as falhas graves” do Governo. E concluiu que “o país não pode passar por esta experiência tão difícil para milhares de portugueses sem uma mudança profunda”.