Lutas

TSDT em greve exigem que o Hospital de Santo António cumpra a lei

28 de maio 2026 - 15:10

Os profissionais de saúde das áreas de diagnóstico e terapêutica a trabalhar na ULS de Santo António iniciaram dois dias de greve pelo pagamento dos créditos salariais devidos e a atribuição correta dos pontos para efeitos de progressão na carreira.

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Concentração em frente ao Hospital de Santo António
Concentração em frente ao Hospital de Santo António. Foto de Pedro Faria

Esta quinta-feira os técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica a trabalhar na Unidade Local de Saúde (ULS) de Santo António, no Porto, concentraram-se em frente ao Hospital de Santo António para voltar a reclamar que a administração aplique as orientações do Governo sobre o seu regime remuneratório e atribua corretamente os pontos para efeitos de progressão na carreira.

Concentração em frente ao Hospital de Santo António. Foto de Pedro Faria
Concentração em frente ao Hospital de Santo António. Foto de Pedro Faria

O diferendo entre o Sindicato Nacional dos Técnicos Superiores de Saúde das Áreas de Diagnóstico e Terapêutica (STSS) e vários hospitais sobre a correta aplicação do regime remuneratório é antigo mas conheceu desenvolvimentos com o atual Governo, que reconheceu os direitos destes trabalhadores.

O acordo levou à extinção das ações judiciais por acordo entre as partes - sindicato e as várias ULS -, à exceção da ULS de Santo António, que ainda se recusa a aplicar as orientações do Ministério da Saúde para acabar com o conflito.

Em causa estão 390 trabalhadores do Santo António, que segundo o presidente do STSS “sentem uma revolta muito grande face a este conselho de administração que não decide favoravelmente em relação aos trabalhadores, mesmo havendo uma decisão do Governo nesse sentido”.

Com a greve desta quinta e sexta-feira, prosseguiu Luís Dupont em declarações à agência Lusa, “quem está a ser prejudicada é a ULS e os seus utentes, os doentes que a frequentam porque os cuidados ficam comprometidos. Não é o serviço de urgência, nem os doentes oncológicos porque naturalmente garantimos nos serviços mínimos, mas é aquilo que é a rotina, marcação de exames, tratamentos, consultas e cirurgias programadas. Tudo o que seja programado fica comprometido, o que lamentamos, porque não havia necessidade nenhuma de continuarmos com este litígio”, acrescentou.

A concentração juntou dezenas de trabalhadores e contou também com a presença solidária de dirigentes do Bloco de Esquerda do Porto.