Esta quinta-feira os técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica a trabalhar na Unidade Local de Saúde (ULS) de Santo António, no Porto, concentraram-se em frente ao Hospital de Santo António para voltar a reclamar que a administração aplique as orientações do Governo sobre o seu regime remuneratório e atribua corretamente os pontos para efeitos de progressão na carreira.
O diferendo entre o Sindicato Nacional dos Técnicos Superiores de Saúde das Áreas de Diagnóstico e Terapêutica (STSS) e vários hospitais sobre a correta aplicação do regime remuneratório é antigo mas conheceu desenvolvimentos com o atual Governo, que reconheceu os direitos destes trabalhadores.
O acordo levou à extinção das ações judiciais por acordo entre as partes - sindicato e as várias ULS -, à exceção da ULS de Santo António, que ainda se recusa a aplicar as orientações do Ministério da Saúde para acabar com o conflito.
Em causa estão 390 trabalhadores do Santo António, que segundo o presidente do STSS “sentem uma revolta muito grande face a este conselho de administração que não decide favoravelmente em relação aos trabalhadores, mesmo havendo uma decisão do Governo nesse sentido”.
Com a greve desta quinta e sexta-feira, prosseguiu Luís Dupont em declarações à agência Lusa, “quem está a ser prejudicada é a ULS e os seus utentes, os doentes que a frequentam porque os cuidados ficam comprometidos. Não é o serviço de urgência, nem os doentes oncológicos porque naturalmente garantimos nos serviços mínimos, mas é aquilo que é a rotina, marcação de exames, tratamentos, consultas e cirurgias programadas. Tudo o que seja programado fica comprometido, o que lamentamos, porque não havia necessidade nenhuma de continuarmos com este litígio”, acrescentou.
A concentração juntou dezenas de trabalhadores e contou também com a presença solidária de dirigentes do Bloco de Esquerda do Porto.