Greve

O Sindicato dos Jornalistas convida todos os profissionais da Comunicação Social em Portugal a parar durante uma hora, um mês depois da greve do JN, num “abraço solidário” com a sua luta.

É a primeira vez, em 135 anos, que os leitores não têm acesso ao JN dois dias seguidos, na sequência da greve contra o despedimento coletivo, o atraso no pagamento de salários e as más condições de trabalho na nova sede. Bloco acompanha luta dos trabalhadores e interpela Governo.

A paralisação de 48 horas dos trabalhadores do jornal começou em força. Em causa estão o despedimento coletivo de entre 150 a 200 trabalhadores do Global Media Group, salários em atraso e as condições de trabalho na nova sede do JN. Em comunicado, a administração diz que quer evitar "a mais do que previsível falência do grupo".

Os trabalhadores continuam uma greve por tempo indeterminado ao trabalho nos feriados e ao trabalho suplementar. SINTTAV e SITIC em comunicado informam que têm pré-avisos de greve entre 2 e 8 de dezembro e 6 e 12 respetivamente.

Os professores do sistema de ensino em Francês do Quebec estão em greve por tempo indeterminado desde há uma semana, afetando 368.000 alunos. Depois de uma greve de três dias, os sindicatos da Função Pública anunciaram nova greve entre 8 e 14 de dezembro. Dizem que é a última antes de pasarem à greve ilimitada.

Mariana Mortágua esteve no protesto das trabalhadoras das cantinas em Lisboa e denunciou "o modelo de exploração e baixos salários" a que são submetidas pelo Estado e as autarquias.

Os sindicatos afetos à CGTP denunciam que há vinte anos que o contrato coletivo de trabalho não é revisto. A maioria dos trabalhadores do setor ganha o salário mínimo ou pouco mais do que isso.

O fabricante norte-americano de carros elétricos recusa-se assinar o contrato coletivo do setor. No final do mês passado, 130 mecânicos começaram uma greve em protesto. Agora são já dez os sindicatos envolvidos na defesa do “modelo sueco” de contratação coletiva contra a empresa de Elon Musk.

No dia de uma tradicional promoção que leva o dobro dos clientes habituais às lojas da cadeia norte-americana de cafés, os trabalhadores pararam para exigir mais contratações, melhorias nos horários e aumentos salariais.

O sindicato pede aos clientes para “que não passem a linha do piquete de greve virtual” enquanto lutam por melhores salários. Em Las Vegas, os patrões de grandes casinos cederam na véspera do início da greve.

Por melhores salários e atualização do subsídio de refeição, os trabalhadores em regime de outsourcing na empresa Reditus queixam-se das más relações laborais. Deputado bloquista José Soeiro diz que o Ministério do Trabalho está a dar "o pior exemplo".

Os trabalhadores da empresa de limpeza industrial SAMSIC voltam à greve contra a “discriminação” de que dizem ser alvo. Reclamam “igualdade” no horário face aos outros trabalhadores que cumprem funções no mesmo aeroporto.

Depois de seis semanas de greve histórica, os três grandes do setor automóvel norte-americano assinaram acordos com o United Auto Workers que preveem aumentos salariais e outras conquistas. O presidente do sindicato diz que com isto se “inverteu a tendência para a classe trabalhadora deste país” e que a luta só está no início.

Stellantis e Ford chegaram a pré-acordo com as comissões negociadoras. Dos três grandes fabricantes de automóveis de Detroit fica agora isolada a GM. O sindicato UAW reforçou a luta, juntando a maior fábrica da marca no país à greve e diz estarmos perante um ponto de inflexão na luta de classes.

Mariana Mortágua foi esta manhã à Escola Passos Manuel demonstrar solidariedade para com os trabalhadores da Função Pública que cumprem esta sexta-feira um dia greve. Para ela, estão a lutar por uma “vida digna” e pela defesa dos serviços públicos.

Os efeitos da greve começaram-se já a sentir na noite desta quinta-feira, nomeadamente com várias recolhas de lixo a encerrarem. Valorização salarial e valorização dos próprios serviços públicos estão à cabeça das reivindicações apresentadas pela Frente Comum.

O SINTTAV acusa a administração da televisão de ter dado instruções a um diretor para advertir um grupo de trabalhadores de que “iriam sofrer consequências graves” caso aderissem à greve em curso, avançando-se a possibilidade de “levantamento de processos disciplinares”. Bloco questionou Ministérios do Trabalho e da Cultura.

Depois da maior greve de sempre no setor da saúde dos EUA, sindicatos e administração chegaram a um acordo considerado histórico pela coligação de sindicatos.

A greve de sete dias na estação pública começou no sábado. Os trabalhadores lutam por melhores salários e reenquadramento profissional dos trabalhadores que executam funções que deveriam ser melhor pagas.

Segundo o Sindicato Nacional dos Profissionais da Educação, a greve desta segunda-feira conta com 65% de adesão e levou ao encerramento de pelo menos 50 escolas.