Funcionários escolares em greve encerram dezenas de escolas

09 de outubro 2023 - 12:02

Segundo o Sindicato Nacional dos Profissionais da Educação, a greve desta segunda-feira conta com 65% de adesão e levou ao encerramento de pelo menos 50 escolas.

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sala de aula vazia
Foto de Paulete Matos.

“Tal como tínhamos estimado, temos 65% de adesão à greve e temos informação de 50 escolas já fechadas”, avançou à Lusa o secretário-geral do Sindicato Nacional dos Profissionais da Educação (Sinape), Francisco Pinto, num balanço provisório realizado por volta das 8h30 desta segunda-feira.

“Há escolas encerradas por todo o país, desde Coimbra a Viseu ou Almada. Aqui em Lisboa, por exemplo, fechou a escola Eça de Queiroz, a Delfim Santos, a escola dos Olivais…”, ia enumerando o secretário-geral da Sinape, do lado de fora dos portões da Escola EB 2,3 das Olaias, em Lisboa, onde também não houve aulas de manhã.

Francisco Pinto diz que o objetivo da paralisação é ser “uma grande chamada de atenção do poder e dos partidos políticos para a situação do pessoal não docente”, sublinhando que entre “os muitos problemas” podem destacar-se as carreiras desestruturadas e as baixas remunerações, com a grande maioria dos assistentes operacionais a ganhar “mais nove euros do que o salário mínimo”. “Levam para casa apenas 606,23 euros”, ou seja, “são pessoas que trabalham, mas são pobres”, alertou.

A “desvalorização salarial destes profissionais da educação" ocorre desde 2010, tendo entretanto visto “as suas tabelas 'engolidas' pelo ordenado mínimo nacional, sem que existisse uma reestruturação das carreiras”, refere o sindicato.

Embora a grande maioria esteja ao serviço das escolas há muitos anos, nalguns casos há mais de duas décadas, cerca de “90% dos assistentes operacionais estão no equivalente ao 1.º escalão”, onde o rendimento líquido dos assistentes técnicos é de 683,43 euros e o dos técnicos superiores é de 918,68 euros.