EDP

A paralisação de 17 a 20 de fevereiro abrange as empresas que garantem em regime de outsourcing o funcionamento de lojas e centros de contacto do Grupo EDP.

Num manifesto conjunto, as estruturas sindicais e comissões de trabalhadores das empresas apelam à adesão à greve e dizem que a EDP “tomou a dianteira” do ataque Governo ao denunciar o ACT.

Recurso ao Conselho Económico e Social para arbitragem suspende a intenção da administração da EDP. Mas só a luta e a unidade na ação em defesa do ACT pode determinar o rumo dos acontecimentos, alerta a Fiequimetal.

Discutia-se com os trabalhadores uma proposta de revisão de carreiras que já vinha de 2021. A Fiequimetal questiona se a administração não “esteja já a fazer-se à boleia do pacote laboral” com “a intenção de alterar para pior a legislação laboral”.

O maior acionista da EDP pagou em 2012 quase 2.700 milhões pela fatia de controlo da empresa. Desde então já recebeu 2.527 milhões só em dividendos e viu as suas ações quase duplicarem o valor.

EDP vê rejeitada  a tentativa de dar processo como prescrito. Caso remonta a prática lesiva dos consumidores entre 2009 e 2013.

Com centenas de milhões em lucro, mas um resultado inferior a 2023, presidente executivo da EDP volta a apostar no ataque à Contribuição Extraordinária sobre o Setor Energético. EDP Renováveis apresenta prejuízo e cai na bolsa.

Os trabalhadores exigem salários e direitos equiparados aos praticados pelas empresas do Grupo EDP, protestam contra a pressão de vendas por objetivos e redução de tempos de tarefas, querem combater precariedade, contestar despedimento e defender a qualidade do serviço.

Acordo agora alcançado segue-se a um ano de luta na empresa para melhorar as condições para todos os trabalhadores. No dia 13 abre-se a mesa negocial para discutir enquadramentos e carreiras profissionais.

Ministério Público acusou finalmente os dois ex-administradores da EDP e o ex-ministro da Economia de corrupção para favorecer os interesses da empresa. Acusação calcula prejuízos para o Estado e os consumidores em torno de mil milhões de euros.

Autoridade Tributária reuniu secretamente com a EDP antes de decisão sobre IMI. Bloco de Esquerda quer chamar novamente Diretora-geral da AT ao Parlamento para esclarecer e sublinha indícios de favorecimento.

Movimento Cultural Terras de Miranda denuncia que no final do ano os 110 milhões de impostos devidos pela EDP e Engie caducam. Em quatro anos, nada foi feito para cobrar a verba. Mariana Mortágua comenta que “taxar os super-ricos é também cobrar à EDP o que deve ao país”.

Até entrar no Governo, o novo secretário de Estado do Trabalho representou a empresa e bloqueou as negociações. Trabalhadores voltam à greve por aumentos salariais e progressão das carreiras, enquanto os acionistas recebem milhões em dividendos e decidem aumentos faustosos para os membros da administração.

No dia 10 de abril, os trabalhadores da EDP avançam para novo dia de greve nacional e protesto, perante a recusa de diálogo e intransigência da administração, que mantém estrangulamento das carreiras e salários.

A empresa anunciou que no ano passado os lucros aumentaram 40% e vai distribuir aos acionistas cerca de 600 milhões em dividendos. Lobo Xavier é o nome escolhido em Pequim para substituir João Talone à frente do Conselho Geral e de Supervisão.

Os trabalhadores estão em luta por aumentos salariais de 150 euros este ano. Querem ainda que "para tarefas iguais, sejam garantidos salários e direitos iguais, aplicando a todos os trabalhadores o Acordo Colectivo de Trabalho da EDP.

Em dia de greve, os trabalhadores concentraram-se junto à sede da EDP para reclamar melhores salários e valorização das carreiras numa empresa com lucros milionários e que distribui centenas de milhões aos acionistas todos os anos.

A comissão sindical da Fiequimetal promete "uma grande jornada de luta, com uma concentração nacional e uma greve de 24 horas "pela correção de injustiças e pela valorização da experiência profissional" numa empresa que tem somado lucros recorde e distribui centenas de milhões aos acionistas.

Três anos depois do negócio da venda das barragens do Douro, o Estado ainda não cobrou impostos à EDP. Mariana Mortágua esteve na Assembleia Municipal de Miranda do Douro e desafiou os restantes partidos a assumirem o compromisso em defesa desta população.

A Autoridade Tributária terá comunicado ao Tribunal Arbitral que as barragens não estavam sujeitas a pagamento numa altura em que o “entendimento oficial da AT era exatamente o contrário”, acusa o Movimento Cultural da Terra de Miranda.