EDP

Até entrar no Governo, o novo secretário de Estado do Trabalho representou a empresa e bloqueou as negociações. Trabalhadores voltam à greve por aumentos salariais e progressão das carreiras, enquanto os acionistas recebem milhões em dividendos e decidem aumentos faustosos para os membros da administração.

No dia 10 de abril, os trabalhadores da EDP avançam para novo dia de greve nacional e protesto, perante a recusa de diálogo e intransigência da administração, que mantém estrangulamento das carreiras e salários.

A empresa anunciou que no ano passado os lucros aumentaram 40% e vai distribuir aos acionistas cerca de 600 milhões em dividendos. Lobo Xavier é o nome escolhido em Pequim para substituir João Talone à frente do Conselho Geral e de Supervisão.

Em dia de greve, os trabalhadores concentraram-se junto à sede da EDP para reclamar melhores salários e valorização das carreiras numa empresa com lucros milionários e que distribui centenas de milhões aos acionistas todos os anos.

A comissão sindical da Fiequimetal promete "uma grande jornada de luta, com uma concentração nacional e uma greve de 24 horas "pela correção de injustiças e pela valorização da experiência profissional" numa empresa que tem somado lucros recorde e distribui centenas de milhões aos acionistas.

Três anos depois do negócio da venda das barragens do Douro, o Estado ainda não cobrou impostos à EDP. Mariana Mortágua esteve na Assembleia Municipal de Miranda do Douro e desafiou os restantes partidos a assumirem o compromisso em defesa desta população.

No final de um encontro com o Movimento Terra de Miranda, Mariana Mortágua diz que a EDP foi privilegiada em todas as fases no negócio das barragens, “desde a avaliação das concessões e a sua venda ao não pagamento dos impostos”.

Nos primeiros três trimestres de 2023, a EDP arrecadou 946 milhões de euros de lucros. Resultado deve-se em boa parte à retoma da produção hídrica em Portugal.

De 14 a 19 de Agosto, os trabalhadores dos centros de contacto e lojas de empresas do Grupo EDP vão fazer greves e ações de rua pela valorização salarial e profissional.

Para os sindicatos “é impossível manter a vergonha existente, onde as empresas se calam e convivem com situações discriminatórias” e vão “metendo ao bolso tudo o que podem”.