EDP

Em dia de greve, os trabalhadores concentraram-se junto à sede da EDP para reclamar melhores salários e valorização das carreiras numa empresa com lucros milionários e que distribui centenas de milhões aos acionistas todos os anos.

A comissão sindical da Fiequimetal promete "uma grande jornada de luta, com uma concentração nacional e uma greve de 24 horas "pela correção de injustiças e pela valorização da experiência profissional" numa empresa que tem somado lucros recorde e distribui centenas de milhões aos acionistas.

Três anos depois do negócio da venda das barragens do Douro, o Estado ainda não cobrou impostos à EDP. Mariana Mortágua esteve na Assembleia Municipal de Miranda do Douro e desafiou os restantes partidos a assumirem o compromisso em defesa desta população.

A Autoridade Tributária terá comunicado ao Tribunal Arbitral que as barragens não estavam sujeitas a pagamento numa altura em que o “entendimento oficial da AT era exatamente o contrário”, acusa o Movimento Cultural da Terra de Miranda.

No final de um encontro com o Movimento Terra de Miranda, Mariana Mortágua diz que a EDP foi privilegiada em todas as fases no negócio das barragens, “desde a avaliação das concessões e a sua venda ao não pagamento dos impostos”.

Nos primeiros três trimestres de 2023, a EDP arrecadou 946 milhões de euros de lucros. Resultado deve-se em boa parte à retoma da produção hídrica em Portugal.

Mariana Mortágua assinalou que é incompreensível que, passados três anos, não tenha sido possível recuperar os impostos do negócio milionário de vendas das barragens. EDP continua sem pagar o IMI, apesar da determinação para o efeito ter já vários meses.

Estruturas sindicais avançam que a quase totalidade das lojas da EDP esteve encerrada na segunda-feira ou com forte perturbação na sua atividade, e que que também foi fortemente afetado o funcionamento dos centros de contacto em Lisboa e em Seia.

De 14 a 19 de Agosto, os trabalhadores dos centros de contacto e lojas de empresas do Grupo EDP vão fazer greves e ações de rua pela valorização salarial e profissional.

Ministro do Ambiente autorizou EDP a abater 1821 sobreiros para a construção de um parque eólico, levantando críticas face ao facto de, mais uma vez, interesses privados prevalecerem sobre o bem-estar da população portuguesa e a preservação da biodiversidade. Bloco questionou Governo.

A EDP recorre à externalização de operações essenciais para a sua atividade. Os trabalhadores querem direitos equiparados àquela empresa e lutam contra a pressão nos postos de trabalho.

Para os sindicatos “é impossível manter a vergonha existente, onde as empresas se calam e convivem com situações discriminatórias” e vão “metendo ao bolso tudo o que podem”.