Direitos

Administração da EDP denuncia Acordo Coletivo de Trabalho

31 de outubro 2025 - 12:40

Discutia-se com os trabalhadores uma proposta de revisão de carreiras que já vinha de 2021. A Fiequimetal questiona se a administração não “esteja já a fazer-se à boleia do pacote laboral” com “a intenção de alterar para pior a legislação laboral”.

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Trabalhadores da EDP manifestam-se à porta da sede da empresa.
Trabalhadores da EDP manifestam-se à porta da sede da empresa.

A administração da EDP denunciou o Acordo Coletivo de Trabalho da EDP, anunciou esta quinta-feira a Comissão Negociadora Sindical da Fiequimetal em comunicado. Os vários sindicatos afetos à estrutura e que integram trabalhadores da empresa, SIESI, SITE CSRA, SITE Centro-Norte e SITE Norte, vão agora convocar plenários e reuniões para decidir a resposta a dar. E desde já consideram que “é mais um motivo para a participação, em força, na marcha nacional que a CGTP-IN convocou para 8 de novembro, em Lisboa”.

No texto, explica-se que ao longo de “quase três meses de inação” a administração da EDP foi “empurrando com a barriga” a resposta às propostas sindicais de alteração do novo modelo de carreiras. Mas “a máscara caiu” finalmente na última reunião sindical realizada no dia 29 de outubro.

Nela, “a administração das falinhas mansas mostrou que teve sempre como intenção impor os seus conteúdos e lançar um vil ataque ao seu maior e melhor património, os trabalhadores”.

A justificação apresentada foi que seria “o passo necessário para levar a negociação a bom porto”. Os sindicatos, por seu lado, ponderam que a administração “esteja já a fazer-se à boleia do pacote laboral” com “a intenção de alterar para pior a legislação laboral”.

A Fiequimetal contrapõe que “sempre esteve disponível para negociar e empenhada em alcançar um acordo sobre a matéria das carreiras” e recorda que, ainda em 2021, apresentou uma proposta de revisão de carreiras, “que ficou infinitamente sem resposta”. Quando essa discussão começou, “a administração deixou de dar resposta a novas propostas e fez uma pausa sabática”. Para agora denunciar o ACT em vigor.