A Fiequimetal e os sindicatos SIEAP, SINDEL, SINERGIA, SINOVAE e SIREP, juntamente com as Comissões de Trabalhadores da EDP e da E-Redes, subscrevem um manifesto de apelo à adesão à greve geral de 11 de dezembro. As organizações afirmam que “o país, especialmente depois das alterações resultantes da
Agenda do Trabalho Digno não precisa de uma alteração da legislação laboral, que resulte em
retrocesso social e civilizacional”.
Recordam que os partidos do atual Governo nada disseram na campanha eleitoral sobre alterações às leis laborais e agora “os trabalhadores são vítimas de um ataque sem precedentes ao qual a EDP tomou a dianteira e não quis faltar”, denunciando o Acordo Coletivo de Trabalho da empresa com o argumento de que o Governo se prepara para mudar o Código do Trabalho.
Esta denúncia do ACT “metralha todos os protocolos existentes, minando pela raiz regras que são o garante, até, do funcionamento normal e estável de serviços essenciais”, denunciam os trabalhadores.
“Não podemos deixar o nosso futuro nas mãos de quem pretende legalizar o despedimento sem justa causa, retirar direitos na paternidade, aprovar a possibilidade de as «EDP’s» deste país possam, a seu belo prazer e de forma irresponsável solicitar suspensão da contratação coletiva”, prossegue o comunicado, concluindo que “todas as formas de luta são legítimas quando a
grosseria da afronta é colossal”.