Política

Isabel do Carmo, Constantino Sakellarides, Julian Perelman, Guadalupe Simões e Catarina Martins são algumas das pessoas que irão intervir no Encontro Nacional de Saúde, no dia 21 de maio, em Lisboa. “Queremos encontrar o caminho para a construção de um futuro para o SNS” afirma Moisés Ferreira. 

Na audiência com o Presidente da República, Catarina Martins sublinhou a preocupação do Bloco com a estratégia “errada” do Governo na resposta à inflação.

Na passada sexta-feira, foi aprovado na Câmara de Lisboa o programa "Vsi Tut - todos aqui" para a integração das pessoas refugiadas da Ucrânia. Bloco propôs adenda para criação de bolsa de habitação para famílias refugiadas da guerra na Ucrânia e intérpretes nas escolas.

A coordenadora do Bloco de Esquerda considerou “absolutamente ultrajante”, que, perante uma “inflação galopante”, quem vive do seu trabalho tem de pagar a crise da inflação, enquanto há empresas com lucros extraordinários, como a GALP que teve um “aumento de quase 500% dos lucros”, no primeiro trimestre.

No relatório apresentado esta sexta-feira, o Bloco de Esquerda repudia as medidas do Governo, que atiram o custo da inflação para os trabalhadores enquanto deixam intocados os lucros das grandes empresas, as margens e os preços.

A primeira iniciativa realiza-se já esta sexta-feira, no Largo do Intendente, em Lisboa, entre as 14 e as 20h, e junto ao Coreto do Jardim da Cova da Piedade, em Almada, entre as 15h e as 19h. Novas ações estão agendadas para dia 8, em Setúbal, e dia 14, em Beja. Por Abril é Agora.

Mariana Mortágua defende que o Governo tem a obrigação de limitar a margem de lucro das empresas que estão a beneficiar com a subida de preços, seja no setor dos combustíveis ou da grande distribuição.

Em resposta ao deputado José Soeiro, a ministra da Presidência reconheceu o recuo do Governo na promessa de reforçar o peso dos salários no PIB, aproximando-o da média europeia.

Baixar o ISP sem controlar a formação de preços leva a que a promessa de redução dos custos dos combustíveis se esfume, enquanto as petrolíferas “encaixam o diferencial”, denuncia a coordenadora do Bloco.

Catarina Martins assinalou que não é aceitável que, ao mesmo tempo que os administradores das grandes empresas aumentam as suas próprias remunerações em 90% e são distribuídos milhões em dividendos a acionistas, quem trabalha vê o seu salário comido pela inflação.

No fecho da conferência nacional, Catarina Martins sublinhou que a oposição do Bloco à maioria absoluta "não é meramente declarativa. É de construção. Somos a alternativa vermelha e verde, a do trabalho e do clima, a que se levanta contra todas as opressões".

Catarina Martins lembrou que os preços já subiram quatro vezes mais do que os salários e, como não são atualizados à inflação, continuam a encolher. A coordenadora do Bloco alertou ainda que esta quebra real de rendimentos estende-se a toda a economia.

Convocado pelo Bloco para 7 de maio, o debate abordará a situação do setor, as formas de luta contra a precariedade e os desafios colocados pelo aumento do teletrabalho. Acaba de ser lançado também o novo boletim Em Comum.