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Governo admite "recuo" na promessa de valorizar salários

Em resposta ao deputado José Soeiro, a ministra da Presidência reconheceu o recuo do Governo na promessa de reforçar o peso dos salários no PIB, aproximando-o da média europeia.
António Costa e Mariana Vieira da Silva. Foto Tiago Petinga/Lusa

Para assinalar o Dia do Trabalhador, o primeiro-ministro reafirmou o objetivo de aproximar o peso dos salários no PIB português, hoje cerca de 45%, do valor que esse peso assume na média dos países da União Europeia, cerca de 48%. No Parlamento, o deputado José Soeiro confrontou a ministra da Presidência com o que considera uma contradição, tendo em conta a intransigência do Governo na sua recusa de atualizar salários face à inflação, o que resultará numa perda salarial assinalável no fim do ano.

Na resposta, Mariana Vieira da Silva reafirmou a estratégia orçamental do Governo, que considera a inflação "temporária", adiando para setembro uma avaliação do impacto da inflação sobre os salários, e reconheceu que essa decisão “terá custos num recuo naquele que é um objetivo que o Governo tem”.

José Soeiro questionou também a ministra sobre as queixas em relação ao incumprimento do dever de desconexão por parte da Administração Pública em relação aos seus trabalhadores. Várias denúncias vindas a público apontam que esse direito conquistado com a aprovação da nova lei do teletrabalho estaria a ser esvaziado por pate de organismos públicos. Em resposta, Mariana Vieira da Silva reconheceu que tem havido "reações em múltiplos sectores”, pelo que será necessário fazer em breve uma avaliação da aplicação da lei.

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