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"Tabelar preços dos combustíveis é vital", defende Catarina

Baixar o ISP sem controlar a formação de preços leva a que a promessa de redução dos custos dos combustíveis se esfume, enquanto as petrolíferas “encaixam o diferencial”, denuncia a coordenadora do Bloco.
“ISP baixa 20 cêntimos, mas combustíveis só descem entre 15 e 11 cêntimos”, assinalou Catarina Martins – Foto de Paulete Matos
“ISP baixa 20 cêntimos, mas combustíveis só descem entre 15 e 11 cêntimos”, assinalou Catarina Martins – Foto de Paulete Matos

O primeiro-ministro, António Costa, escreveu no twitter, na manhã desta segunda-feira, que a redução do ISP para 13% “traduz-se, já hoje, num desconto de 15,5 cêntimos na gasolina e de 14,2 cêntimos no gasóleo”.

Em resposta, na mesma rede social, a coordenadora do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, afirma que o “ISP baixa 20 cêntimos, os mas combustíveis só descem entre 15 e 11 cêntimos” e o gasóleo agrícola até sobe 3 cêntimos.

E conclui: “A promessa do Primeiro-ministro esfuma-se e as petrolíferas encaixam o diferencial. Tabelar preços é vital”.

No início de março passado, a coordenadora do Bloco de Esquerda já tinha defendido que são necessárias medidas de dois tipos para controlar o preço dos combustíveis: fixar os preços, “porque claramente há uma cartelização nos combustíveis que está a fazer um assalto aos consumidores”, e diminuir o imposto sobre produtos petrolíferos (ISP).

No passado dia 6 de abril, Catarina Martins propôs medidas de emergência para controlar a inflação, nomeadamente o controlo de preços na grande distribuição alimentar e nos combustíveis, assim como o congelamento das rendas, o aumento do salário mínimo para 800€ e a atualização dos salários à taxa de inflação. Como se sabe, o governo rejeitou estas medidas e no Orçamento impôs uma quebra real de salários.

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