Se muitos eleitores de esquerda não se tivessem deixado iludir pelas sondagens e pelo “empate técnico” amplificado pelos “media”, o PS teria ganho sem maioria absoluta e provavelmente teria de voltar a negociar, a contragosto, com os partidos de esquerda.
O PS beneficia de um sonoro aplauso, de um presidente manietado, de um parlamento submetido e de um consenso que, melhor do que ninguém, as poderosas agências de notação indicaram ao mundo.
Sem a capacidade para influenciar as políticas do governo à mesa das negociações – aquelas que o PS recusou a partir de 2019, o que resta à esquerda fazer para defender o SNS? Bem, na verdade resta tudo, resta o mais importante: mobilização social!
Quando se quer falar de monopólios energéticos, da falta de recursos para fazer a transição climática e garantir trabalho digno, da impossibilidade de crescer indefinidamente sobre recursos finitos, quando se quer tocar onde doí - aí a direita não toca. E esse é o programa da Esquerda.
As declarações finais do encontro entre Joe Biden e Olaf Scholz na Casa Branca valem mais do que muitos comunicados de cimeiras para entreter a diplomacia funcionária e funcional.
Esta terça e quarta-feira foram apurados os votos do estrangeiro. Votaram 195.701 emigrantes, dos quais mais de 157 mil viram o seu voto anulado. Esta é uma mancha na nossa democracia que nos deve envergonhar a todas e todos.
O liberalismo apenas funciona para uns poucos que somam grandes ganhos, mas torna impossível fazer da habitação um direito e é uma tragédia para tanta gente.
Já passaram mais de 10 anos desde a introdução de portagens na A24 e na A25 pelo governo do PSD/CDS, com o apoio do PS. Por justiça e coesão territorial, continuamos a bater-nos pelo fim das portagens na A24 e na A25.
Numa operação-relâmpago, o Banco de Fomento disponibilizou 250 milhões de euros do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) para fundos de investimento como aqueles que a C2 (a empresa de Gaioso Ribeiro, ex-vice de Luís Filipe Vieira) cria e gere.
O Instituto Português de Mediação Familiar e a Associação Portuguesa para a igualdade Parental e Defesa dos Direitos dos Filhos consideram que face ao aumento do número de divórcios e conflitos parentais, existe uma grande necessidade de dar a conhecer a Mediação Familiar.
Nem a perda avassaladora de votos nos fará abandonar as convicções. Precisamos de reflectir, interpretar os factos, reconhecer as opções erradas, somos todos responsáveis. Era o que faltava, arranjar bodes expiatórios.
A conclusão mais errada que podemos tirar da derrota eleitoral da esquerda é a de que a linha política de disputa da governação do PS fracassou. A alternativa é uma esquerda muleta da governação ou uma esquerda acantonada na retórica infértil.