Com uma variedade de espécies de
plantas e animais que estarrece o mundo, o Brasil, detentor de 23% da
biodiversidade do planeta, sofre com um crime dos novos tempos: a
biopirataria, praticada principalmente por grandes conglomerados
transnacionais. Eles levam, sem autorização, elementos
da fauna e da flora nativas para o estrangeiro, com fins industriais
ou medicinais. Usado pela primeira vez em 1993, o termo biopirataria
é mais do que contrabando. É a apropriação
e monopolização de conhecimentos mais tarde patenteados
em âmbito internacional, sem que as comunidades locais tenham
direito à participação financeira com essa
exploração.
Por Paulo Roberto Moraes * , publicado
originalmente no site do Movimento dos Sem Terra,
14/08/2007