Obama defende a suavização do embargo a Cuba

21 de agosto 2007 - 13:04
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obama1.jpgO senador Barack Obama, postulante a candidato presidencial do Partido Democrata às eleições presidenciais dos Estados Unidos, defendeu que o embargo a Cuba deve ser afrouxado, reduzindo as restrições aos cubano-americanos que queiram visitar a ilha ou enviar dinheiro para familiares. "O senador Obama acha que a administração Bush fez uma tolice estratégica e humanitária", disse à agência Associated Press a porta-voz do senador, Jen Psaki.

A porta-voz disse ainda que a preocupação de Obama é que as medidas aprovadas no mandato de George W. Bush "tenham um impacto profundamente negativo sobre o povo cubano, tornando-o mais dependente do regime de Castro e assim isolando-o da mensagem de transformação levada pelos cubano-americanos."

As restrições aprovadas em 2004 criaram mais dificuldades às visitas de americanos a Cuba e o envio de prendas. A maioria dos cubanos residentes nos EUA só podem visitar a ilha de três em três anos e enviar de três em três meses objectos no valor máximo de 300 dólares para dar a parentes directos. Antes, as visitas podiam ser anuais e os envios até 3 mil dólares.

O voto dos exilados cubanos é considerado decisivo para vencer no estado da Flórida, e normalmente os candidatos seguem as recomendações dos anticastristas mais extremados, que defendem um embargo total a Cuba. Mas o clima entre a comunidade cubana exilada está a mudar, analisa a AP. Ao contrário do que acontecia antes, a maioria dos imigrantes que vêm de Cuba deixam para trás as famílias e querem visitar os parentes e mandar dinheiro para casa.

Nenhum dos outros candidatos defendeu a redução das restrições.