A recusa do Reino Unido, da Europa e dos EUA de dialogarem com o Hamas na Palestina está a fazer mais mal que bem, concluiu a comissão de assuntos estrangeiros da Câmara dos Comuns, a câmara baixa do Parlamento do Reino Unido. A comissão afirma que a política baptizada de "Cisjordânia antes", que prioriza as relações com a Fatah e isola o Hamas apenas terá como consequência piorar as perspectivas de paz. "O governo devia considerar urgentemente formas de se relacionar politicamente com os elementos moderados dentro do Hamas", diz o relatório, acrescentando que o ex-primeiro-ministro Tony Blair, enviado de paz do Quarteto de Mediadores para o Médio Oriente, devia fazer pessoalmente contactos com o Hamas.
O relatório parlamentar recomenda que o Reino Unido pressione o presidente palestiniano Mahmud Abbas, líder da Fatah, a abrir negociações com o Hamas para reestabelecer um governo de unidade nacional sobre todos os territórios palestinianos.
A comissão criticou também a atitude do governo britânico durante a guerra no Líbano do ano passado, afirmando que a atitude britânica de recusar-se a pedir um cessar-fogo imediato para o conflito entre Israel e o Hezbollah, acompanhando a posição dos Estados Unidos, "causou graves danos à reputação do Reino Unido".